"É muito difícil enfrentar uma equipe que fica toda da intermediária para trás, com um setor defensivo bem armado. Os jogadores se esforçaram para buscar, mas não criamos oportunidades. No contra-ataque eles estavam mais perto de fazer o gol do que nós. Se tivesse mais tempo, teríamos mais dificuldades ainda", projetou.
Os maiores problemas, porém, foram detectados no início do jogo, quando o técnico ainda viu sua equipe sofrer com a goleada por 5 a 0 sofrida no domingo, diante do Corinthians. "Os primeiros 15 minutos foram um reflexo da derrota muito ruim que tivemos diante de um grande rival. O aspecto psicológico estava muito abalado, é uma coisa muito natural. Futebol é momento e emocional. O time sentiu mesmo."
Na formação tática, a novidade que Carpegiani armou, com Ilsinho como lateral direito, foi anulada pelas descidas do Botafogo, que veio aramado em um 4-5-1 e explorou os lados da defesa são-paulina. O técnico tricolor viu neste posicionamento um problema ampliado pelo aspecto psicológico.
"Tivemos muitas dificuldades. Enfrentamos uma equipe muito organizada e rápida. Coloquei o Ilsinho na lateral e tivemos dificuldades dos dois lados porque eles têm um time muito rápido e veloz. Levamos um gol, terminamos o primeiro tempo já com o aspecto abalado e no segundo tempo a consequência foi o segundo gol que levamos", analisou.

