Entre os quatro grandes do Estado, o time do Morumbi é o que menos recebe cartões vermelhos em partidas contra os rivais menos tradicionais. E também o que mais tem jogadores expulsos ante os principais adversários.

Rogério encara o árbitro Rodrigo Braghetto durante o clássico contra o Corinthians
Em cinco clássicos neste ano, o São Paulo teve três atletas excluídos. Na soma de todos os outros 29 jogos disputados na temporada, houve apenas uma expulsão.
O excesso de vermelhos acaba refletindo em campo. O time tem aproveitamento pífio nos clássicos de 2011, 26,7%, pior do que Corinthians, Palmeiras e Santos.
Sua única vitória nesse tipo de jogo, sobre o Corinthians, no Paulista, aconteceu quando terminou com um jogador a mais --Dagoberto foi expulso, mas Alessandro e Dentinho também.
Anteontem, o São Paulo, então com campanha intacta no Brasileiro, segurava um empate sem gols com o Corinthians até Carlinhos Paraíba receber o vermelho no primeiro tempo. Com um a menos, foi goleado por 5 a 0.
"Todos querem ganhar um clássico e, por isso, ficam acelerados. Os jogadores acabam tomando atitudes que não são deles", tentou explicar o lateral direito Jean.
A diretoria também não conseguiu justificar as expulsões de são-paulinos. Reclamou apenas do nível fraco das arbitragens no Brasil e de o corintiano Jorge Henrique não ter recebido a mesma punição de Carlinhos Paraíba.
"Ficamos com dez jogadores em um momento importante. E temos de ressaltar a quantidade de garotos. Foi um peso excessivo", disse o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.
O diretor de futebol Adalberto Baptista foi outro que admitiu que a inexperiência prejudicou o São Paulo --descartando Rogério, 38, a média de idade dos titulares foi de 22 anos. Mas ambos negaram que a política de valorização da base será revista.