
Os méritos da goleada corintiana dividem-se com os vilões são-paulinos. Os erros fatais não foram dos moleques, mas dos veteranos. Primeiro Carlinhos Paraíba, expulso mais pela discussão que lhe rendeu o primeiro amarelo, do que pela falta no meio de campo que provocou o segundo. Luís Eduardo falhou no primeiro gol, Xandão no terceiro, houve o frango de Rogério Ceni no quinto, mas o erro fundamental foi do técnico Paulo César Carpegiani.
Com um homem a menos desde os 40 do 1.º tempo, o técnico voltou do intervalo com três atacantes e dois garotos no meio de campo - Wellington e Rodrigo Caio. A obrigação era fechar o time e a única opção seria o volante Zé Vítor no lugar de Fernandinho. Sem essa mudança, a equação era óbvia para o Corinthians golear. Danilo vencia Rodrigo Caio, Willian acompanhado por Luís Eduardo, Bruno Uvini sobrava, com Xandão em Liedson, Jean acompanhava Jorge Henrique e Wellington se dividia entre Ralf e Paulinho. Com seis corintianos contra cinco são-paulinos, sempre ia sobrar um jogador vestido de branco.
Carpegiani vacilou para fazer a alteração. Quando fez, errou. Escalou Ilsinho na vaga de Marlos, manteve a defesa exposta e virou espectador do massacre. Danilo e Paulinho revezavam-se na organização, Willian atacava pela direita e contava como apoio de Weldinho. Liedson arrematava todas!
No 1.º tempo, Rodrigo Caio já deixava Danilo jogar às suas costas. Isso aliado à apatia de Carlinhos Paraíba, que deixava Paulinho ir ao ataque e finalizar, causava superioridade corintiana. O São Paulo corria atrás dos corintianos e não aproximava seu meio-campo do ataque: "Rifamos demais a bola", disse Dagoberto no intervalo. Danilo e Liedson foram os donos do jogo. E o Corinthians pode melhorar. Com a estreia de Alex, serão dele os passes para Liedson.