Mais solto, o time sofreu seu primeiro gol no Nacional, mas obteve a quarta vitória consecutiva, manteve os 100% de aproveitamento e, segundo o próprio técnico, teve sua melhor atuação neste princípio de torneio.

O técnico Paulo César Carpegiani acompanha treino do São Paulo, no CT do clube, na Barra Funda
"O que me deixou satisfeito é que mantivemos nosso ritmo. Gosto de um futebol rápido e bem jogado. Agora, é hora de repetir a equipe". Segundo o comandante são-paulino, o esquema mais defensivo que vinha sendo utilizado era uma necessidade momentânea, uma tentativa de criar um antídoto para a crise que se instalou no clube após as eliminações no Paulista e na Copa do Brasil.
No primeiro semestre, quando fracassou nas duas competições que disputou, o São Paulo tinha um time ainda mais ofensivo do que o de sábado. Escalava três zagueiros, mas apenas dois volantes, Casemiro e Carlinhos Paraíba, que, para o treinador, "não marcam ninguém".
Quem ganhou espaço com a retranca foi o volante Wellington, que foi titular nas quatro partidas neste Nacional. "Não tenho mais força para tirá-lo do time. Está jogando uma enormidade", constatou Carpegiani.
Como Wellington virou intocável, Carlinhos Paraíba, que já foi banco ante o Grêmio, e Rodrigo Souto são os favoritos para perder espaço entre os titulares. Marlos, que fez um gol na vitória contra o Grêmio, ganhou elogios e pode ser mantido contra o Ceará, no próximo domingo.
"Ele é um menino talentosíssimo. Toda noite na concentração eu pergunto para ele o que ele quer. Ser um jogador comum ou um Messi [astro do Barcelona]. Potencial para isso ele tem", disse o goleiro e capitão Rogério.
Empolgado com a ofensividade depois dos dias de retranca, Carpegiani também falou bem de Marlos e chegou a declarar que gostaria de escalá-lo ao lado de Ilsinho, Lucas e Dagoberto.