O Morumbi foi mais uma vez preterido para abrigar um grande evento do futebol nacional. Desta vez, o Santos descartou o Cícero Pompeu de Toledo e optou por mandar a final da Copa Libertadores no Pacaembu. No entanto, o vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, não se mostrou chateado com o assunto.

"Essa situação está tendo mais destaque fora do São Paulo do que dentro. Não estamos nem um pouco preocupados com o jogo do Santos no Pacaembu ou em outro lugar. Temos como obrigação colocar nosso estádio à disposição, por ser o maior do estado. Agora, se querem jogar ou não, não é problema nosso, até porque o Morumbi tem uma equação financeira absolutamente confortável, assim como o São Paulo", afirmou, em contato por telefone com a GE.Net.
O São Paulo não tem boa relação política com Confederação Brasileira de Futebol e Federação Paulista de Futebol, mas Jesus Lopes prefere não acreditar em interferência na escolha do Santos.
"Não sei, é difícil de avaliar isso. Se eu disser que foi uma decisão política, estarei ofendendo a inteligência de quem tomou a decisão, porque geraria a suposição de que o futebol profissional não quer receber recompensa financeira. Prefiro acreditar que seja uma decisão técnica de algo que o Pacaembu possa oferecer", completou.
O Santos estava em dúvida entre mandar o jogo da Libertadores no Pacaembu ou no Morumbi, mas anunciou sua decisão na terça-feira. Depois de encarar o Peñarol no estádio Centenário, o Peixe decidirá o título continental no dia 22, no Paulo Machado de Carvalho.