O futebol realmente surpreende quando você menos espera. No dia 12 de maio, o São Paulo, atônito em campo, foi derrotado pelo Avaí por 3 a 1, no estádio da Ressacada e viu o sonho de conquistar a Copa do Brasil pela primeira vez transformar-se em pesadelo. A crise se instalou, Paulo César Carpegiani não perdeu o emprego por muito pouco e a torcida chegou a fazer protesto no CT da Barra Funda. Para piorar, o zagueiro Alex Silva foi dispensado e jogadores importantíssimos, como os beques Miranda e Rhodolfo e os atacantes Fernandinho e Luis Fabiano, não conseguem sair do departamento médico.
Quatro semanas depois daquele jogo contra o Avaí, no entanto, o Tricolor renasceu. Com muitos garotos revelados na base de Cotia, o time ganhou corpo e, apesar do pouco tempo, Carpegiani conseguiu fazer o time crescer. Tanto que, com a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG em Sete Lagoas por 1 a 0, a equipe do Morumbi assumiu a liderança isolada do Campeonato Brasileiro com nove pontos, dois a mais que os rivias Palmeiras e Corinthians.
O que teria mudado em tão pouco tempos? Para o atacante Dagoberto, o time resolveu encarar a realidade e modificou radicalmente a sua postura.
- Estamos dando a resposta porque paramos de falar e estamos mostrando dentro de campo. Não adianta ficar dando desculpa. Contra o Atlético-MG, fizemos um bom jogo no primeiro tempo. Quando o resultado vem, é tudo uma maravilha. Mas temos de continuar com humildade, manter os pés no chão. Ainda estamos longe de conquistar alguma coisa – afirmou o camisa 25.

Xandão, Bruno Uvini e Luiz Eduardo abraçam Rogério Ceni após o jogo em Sete Lagoas. Tricolor reagiu após queda na Copa do Brasil e assumiu a ponta do Brasileirão (Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM)
