Brasileiro Quarentão: filho de Telê revive memórias e presta tributo ao pai
Renê Santana percorre distância que ex-treinador cumpriu em promessa, após título de 1971 do Galo. Reportagem fecha série do SporTV News
Fonte Sportv
21 de Maio de 2011
Amado por diversas torcidas, Telê Santana deixou muita saudade em quem ama futebol e acompanhou sua trajetória por grandes clubes. Primeiro campeão brasileiro, em 1971, pelo Atlético-MG, o ex-treinador cumpriu uma promessa na ocasião: a de percorrer cerca de 100km de Belo Horizonte a Congonhas, mais precisamente até uma igrejinha na beira da estrada. Caminho repetido por seu filho, Renê, agora, 40 anos depois, a convite da reportagem do SporTV News, para fechar a série especial "Brasileiro Quarentão".
Desde pequeno, o xodó de Telê o acompanhou em suas andanças pelo país. Fã do Tricolor Carioca como o pai, Renê explica seu amor pela profissão e pelo caráter do maior ídolo.
- Eu torcia, não só como amor cego, mas por uma causa e uma filosofia que eu acreditava.
Ainda jovem, no Galo, o comandante resolvia os problemas internos de seu elenco, da maneira mais árdua. Mas provou que dava resultado.
- Telê foi ao lugar onde diziam que os jogadores estavam (na noitada). Foi para ver e marcar presença, não foi alguém que contou. E conversou com eles no dia seguinte: "escolham o que querem, entre o futebol e a noitada, porque jogador precisa do corpo" - relembrou Renê.
A passagem pelo Palmeiras, ainda quem sem títulos, também guardou uma recordação importante na mente do filho orgulhoso. Apequenado diante do badalado Flamengo da época, o clube paulista foi à forra e eliminou o rival com uma goleada por 4 a 1 no Maracanã, já em 1979.
Dez anos depois, retornou ao Fluminense, pelo qual atuara como jogador. O momento era ruim, a passagem, pós-Seleção em duas Copas do Mundo frustradas, foi apagada e teve o ápice negativo na derrota por 5 a 1 sofrida para o Flamengo, em Juiz de Fora.
- Eu pedi, por tudo o que ele havia vivido, que não voltasse ao Fluminense naquela hora. Me lembro no vestiário de ter entrado, emocionado, e vi que ninguém parecia ligar. Um homem como Telê não merecia. Falei: "aqui não tem homem, não tem sangue correndo nas veias!". Aí apareceu um jogador chorando, atirando a camisa ensopada de suor na parede. Fiquei fã do Alexandre Torres na época, pela atitude, porque alguém tinha de chorar - relembra René.
Na sequência, Telê cravou seu nome na história dos grandes campeões ao levar o São Paulo às conquistas continentais e mundiais. Mas, antes de tudo, um Campeonato Brasileiro.
- Mal ele sabia que o título (nacional) seria só o começo da sequência que impulsionou o São Paulo para a América e para o mundo.
Avalie esta notícia:
2
0
VEJA TAMBÉM
- DECISÃO À VISTA! São Paulo goleia o Ibrachina e confirma vaga na final da Copinha- AGORA É A DECISÃO! São Paulo atropela o Ibrachina e vai decidir a Copinha novamente
- GOOOOOOOOOOOOL! São Paulo amplia na Copinha!
- GOOOOOOOOOOOOOOOL! Tricolor volta a ampliar e faz 3x1
- GOOOOOOOOOOL! São Paulo amplia e põe pé na final da Copinha!