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Conforme o MARCA BRASIL apurou nos últimos quatro treinamentos do elenco, algo que a diretoria disse e depois negou de que a relação entre Carpegiani e os atletas seria algo insustentável, é isso o que se vê nas atividades. Enquanto o técnico não profere uma palavra para seus comandados e passa todo o tempo cabisbaixo, os jogadores mesmo é que se organizam para a divisão de tarefas e times.
No futebol, esta situação poderia ser chamada de ‘grupo rachado’, mas não é bem isso que acontece no atual São Paulo. No clube, não há guerra de egos entre um e outro atleta. O que há, de fato, é a falta de comando desde a última semana. E para quem pensa que a situação está estremecida apenas entre Carpegiani e Rivaldo, o buraco é mais fundo que o imaginado. Enquanto o camisa 10 reclama publicamente, outros jogadores preferem o anonimato, mas não deixam de demonstrar toda a insatisfação com o chefe.

Segundo constatado pela reportagem, os são-paulinos, em sua maioria, não conseguem entender as inúmeras variações de esquemas e as mudanças entre um jogo e outro. Ou seja, o que parece normal para o técnico irrita seus comandados, que nunca sabem quando e onde deverão jogar para ter uma sequência.
Se a diretoria e os jogadores preferem não entrar no mérito da falta de comando nos últimos tempos, ao menos o atacante Dagoberto deixou claro uma das feridas deste elenco: a falta de união, em partes, gerada pela ausência de pulso firme do chefe. “Se nós não tivermos unidos, a crise aumentará. Cada um tem que ser homem.
No momento fácil é muito bom falar e fazer as coisas, mas na hora ruim é quando você precisa mostra quem é”, disparou o camisa 25, endossando a tese que jamais sairá da boca dos atletas, mas que tem prejudicado um time com pouca média de idade. “Temos que ser diferentes. Falar menos e agir mais.”
