História destruída
Marco zero da fundação do São Paulo, construído em 1985, sofre com atos de vandalismo e manutenção precária
Fonte Diário de S.Paulo
10 de Fevereiro de 2011
marco zero do São Paulo no dia da inauguração, em 1985. Ao lado, a ?carcaça? do monumento, na Praça da Sé, no Centro de São Paulo
"Não faço a menor ideia do que você está falando", responde, intrigado, o guarda da Praça da Sé ao ser perguntado sobre o marco zero da fundação do São Paulo. Não dá para culpá-lo. Quase ninguém sabe, afinal, da existência do monumento, abandonado à própria sorte.
Do brasão inaugurado em 16 de dezembro de 1985, com o objetivo de celebrar o aniversário de 50 anos do Tricolor, praticamente nada sobrou. O emblema foi destruído, assim como a placa na qual se informava a data de batismo do time.
Restaram a base, que agora se assemelha a uma lápide tosca, e uma ponta de ferro retorcido. Para piorar, a estrutura, de granito, está pichada. O lixo e o forte odor são indícios de que o monumento (se é que assim ele ainda pode ser chamado) tem servido de banheiro para moradores de rua do Centro.
"A situação é lamentável", resume o vereador e conselheiro do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. O ex-dirigente suspeita do envolvimento de torcedores rivais dos são-paulinos nos atos de vandalismo contra o obelisco. "Desrespeito e falta de cidadania são inaceitáveis. O patrimônio histórico não pode ser alvo do fanatismo clubístico."
Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, é impossível precisar quando a obra foi danificada. Mas já é certo que ela não poderá ser simplesmente restaurada. Em nota enviada ao DIÁRIO, o órgão reconhece que o monumento precisará ser refeito. Por enquanto, não há data para o início da intervenção.
O marco remete ao exato local de nascimento do São Paulo. Onde hoje só existe grama mal cortada e ruínas havia um prédio, que, na década de 30, abrigou o escritório do advogado Sílvio Freire, um dos fundadores do clube. A inauguração do monumento contou com a presença do atual presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio.
"Não faço a menor ideia do que você está falando", responde, intrigado, o guarda da Praça da Sé ao ser perguntado sobre o marco zero da fundação do São Paulo. Não dá para culpá-lo. Quase ninguém sabe, afinal, da existência do monumento, abandonado à própria sorte.
Do brasão inaugurado em 16 de dezembro de 1985, com o objetivo de celebrar o aniversário de 50 anos do Tricolor, praticamente nada sobrou. O emblema foi destruído, assim como a placa na qual se informava a data de batismo do time.
Restaram a base, que agora se assemelha a uma lápide tosca, e uma ponta de ferro retorcido. Para piorar, a estrutura, de granito, está pichada. O lixo e o forte odor são indícios de que o monumento (se é que assim ele ainda pode ser chamado) tem servido de banheiro para moradores de rua do Centro.
"A situação é lamentável", resume o vereador e conselheiro do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. O ex-dirigente suspeita do envolvimento de torcedores rivais dos são-paulinos nos atos de vandalismo contra o obelisco. "Desrespeito e falta de cidadania são inaceitáveis. O patrimônio histórico não pode ser alvo do fanatismo clubístico."
Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, é impossível precisar quando a obra foi danificada. Mas já é certo que ela não poderá ser simplesmente restaurada. Em nota enviada ao DIÁRIO, o órgão reconhece que o monumento precisará ser refeito. Por enquanto, não há data para o início da intervenção.
O marco remete ao exato local de nascimento do São Paulo. Onde hoje só existe grama mal cortada e ruínas havia um prédio, que, na década de 30, abrigou o escritório do advogado Sílvio Freire, um dos fundadores do clube. A inauguração do monumento contou com a presença do atual presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio.
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