Só vai ficar o Rogério Ceni

Geração tricampeã brasileira não deve resistir à limpa no elenco são-paulino. 2011 deve ser o ano da base

Fonte Placar

Eles foram felizes enquanto durou. O São Paulo deve começar 2011 encerrando o vínculo com atletas que ajudaram o clube a conquistar o tri brasileiro. Só o eterno goleiro Rogério Ceni deve resistir.
Duas saídas já eram esperadas: as de Jorge Wagner e Richarlyson. Miranda, cujo contrato vence no meio do ano, ou é vendido na janela europeia de meio de temporada, em janeiro, ou sai de graça em julho. Outros que passaram por essa fase vitoriosa, como Ricardo Oliveira e Ilsinho, devem ser devolvidos aos seus clubes.
“O Miranda tem a liberdade de ir e vir. A regra (sair de graça no fim do contrato) é essa, e a gente não chora. Da mesma forma que a gente aproveitou, alguém vai aproveitar”, afirma o supervisor de futebol do clube, Marco Aurélio Cunha.
Dois motivos estão por trás dessa “limpa”, ambos intrinsecamente ligados. O São Paulo não disputa a Libertadores do próximo ano, o que significa menos dinheiro em caixa, menos holofotes, menos badalação. Por outro lado, isso reduz a pressão sobre o elenco e abre espaço para a base.
Esse processo começou já neste ano, quando o time passou a contar com revelações como Lucas, Casemiro e Lucas Gaúcho. No ano que vem, outros pratas da casa voltam para o Morumbi, casos de Mazola, hoje no Guarani, Henrique (emprestado ao Vitória) e Juninho, no LA Galaxy-EUA.
“Vencemos a Copa São Paulo. Lucas e Casemiro são revelações consolidadas. Temos o (lateral-esquerdo) Diogo e o Lucas Gaúcho e os que não estão jogando, como o (volante) Wellington. A base está cumprindo as expectativas, mas temos que lançá-los com cuidado”, avalia o diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.
Crias da gestão Sergio Baresi no comando do time, certo? Não para Marco Aurélio Cunha. “Sempre que um garoto entra é porque existe uma crise técnica ou financeira. Como lançaríamos o Denílson (hoje no Arsenal) se tínhamos Mineiro e Josué na época? O Lucas Gaúcho só apareceu porque o Ricardo Oliveira estava machucado”, disse.
Marlos e o goleiro Bosco, cujos compromissos vencem em dezembro, tiveram os contratos renovados. O São Paulo deve avaliar, no meio do ano, se continua com Rodrigo Souto. Cléber Santana e Fernandinho, dois que não agradaram na temporada, serão avaliados e possivelmente emprestados.
A limpa no São Paulo
Saem no meio do ano: Alex Silva, Miranda, Ilsinho e Rodrigo Souto
Fim da linha: Richarlyson, Jorge Wagner e Ricardo Oliveira
Emprestáveis: Renato Silva, Cléber Santana e Fernandinho
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