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Tite (esq.) e Carpegiani pegaram Corinthians e São Paulo, respectivamente, em momentos ruins e reergueram as equipes
Se São Paulo e Corinthians se enfrentassem no começo de outubro, o cenário do clássico seria bastante diferente do que se desenha para o jogo deste domingo (7), às 17h (de Brasília), no Morumbi. Há um mês, o Tricolor paulista trocou de treinador e desde então deu uma arrancada: pulou de 11º lugar para sétimo. Algo semelhante ocorreu no Parque São Jorge: há apenas duas semanas o Corinthians trocou de comando. Com Tite, o time voltou a vencer e a se aproximar do título do Brasileirão.
É nesse clima de mudança, boa fase e esperança de alcançar os objetivos que São Paulo e Corinthians fazem o clássico. No ano de seu centenário, o time do Parque São Jorge quer o título e está perto disso – começou a rodada a apenas um ponto do líder Fluminense. O treinador Tite afirmou que está ciente da responsabilidade do clássico.
- No momento em que vim para o Corinthians, tinha a real dimensão de que precisava de resultados. Precisava ser vitorioso. A responsabilidade está no jogo, que é um clássico. Mas, para nós, que estamos buscando o título, todo jogo é importante.
Tite declarou que não se importa com o tabu que envolve o jogo: faz dez jogos que o São Paulo não vence o Corinthians. Para o treinador alvinegro, isso é apenas estatística e o que importa são os “grandes jogadores que estarão ajudando dentro de campo”.
- O grupo tem um grande objetivo, que passa a ser a conquista do título. Estatística não vence. Serve para municiar de alguma forma, jornalisticamente falando, mas não credencia ninguém a ser vencedor.
O Corinthians irá jogar completo. A única dúvida é em relação a quem será o companheiro de ataque de Ronaldo. Iarley e Dentinho treinaram normalmente, sendo que este último já participou da última partida da equipe, após ficar muito tempo fora por contusão. O volante Ralf, ausência no último jogo, está confirmado no time.
O São Paulo, por sua vez, admite que conquistar o Brasileiro é um sonho distante, mas vê a vaga para a Libertadores como uma meta a ser alcançada. Miranda faz contas para saber do que o time precisa fazer para garantir vaga na competição internacional.
- Acredito que com 65 pontos [vencer as últimas cinco partidas] nós vamos estar na Libertadores, mas para título é difícil. Acredito que quem está na frente vá fazer mais do que isso.
O treinador são-paulino, Paulo César Carpegiani, evitou apontar favoritos e, na mesma linha de Tite, preferiu elogiar o espetáculo que os times prometem proporcionar ao torcedor.
- É um confronto de duas grandes equipes, independente de quem colocar em campo. Tenho confiança de que vamos ter um bom futebol. Do outro lado tem uma equipe gabaritada, mas nossa obrigação é de vencer. O jogo deve ser muito igual. Futebol tem lógica, mas, entre duas grandes equipes, não tem. Deixo para vocês, que ganham para isso, apontar quem é favorito.

Carpegiani terá problemas para escalar o São Paulo. Sem o volante Carlinhos Paraíba e o lateral-esquerdo Richarlyson, o treinador cogita mudar o esquema tático e jogar com três zagueiros. Diogo deve ser o substituto na ala esquerda. Se optar por três defensores, Carpegiani deve optar por Renato Silva. Caso contrário, Casemiro entra na vaga de Carlinhos Paraíba, no meio.
SÃO PAULO X CORINTHIANS
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 7 de novembro de 2010, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa -RS)
Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC)
São Paulo:
Rogério Ceni;
Renato Silva (Casemiro),
Alex Silva,
Miranda e
Diogo;
Rodrigo Souto,
Jean,
Lucas e
Fernandão;
Dagoberto e
Ricardo Oliveira.
Técnico: Paulo César Carpegiani
Corinthians:
Júlio César,
Alessandro,
Chicão,
William e
Roberto Carlos;
Ralf,
Jucilei,
Elias e
Bruno César;
Iarley (Dentinho) e
Ronaldo.
Técnico: Tite