Tricolor x Timão promete pegar fogo

O bom momento vivido pelos rivais e a necessidade da vitória de ambos darão pitadas extras de emoção ao clássico paulista

Fonte Coluna do Alberto Hele
O que poderia ser mais um clássico estadual neste Brasileirão movido apenas pela tradição ganhou contornos de verdadeira decisão para São Paulo e Corinthians depois da rodada de quarta. Os objetivos são distintos, mas a necessidade de vencer ou vencer é a mesma.
O Corinthians, a um passo do líder Fluminense, animado pela goleada sobre o Avaí, com dois gols de Ronaldo e a volta de Dentinho, luta pela faixa de campeão.
Mais modesto, o São Paulo, que bateu o Cruzeiro em Uberlândia jogando um excelente futebol, mira a terceira posição, o que lhe garantiria vaga para a Libertadores, obsessão crônica tricolor.
Mesmo sabendo que é um alvo difícil de ser atingido, essa é a meta do São Paulo, ainda que, subjacente, corre a necessidade de ir afiando o time para a próxima temporada, limpando áreas, aparando arestas e abrindo as portas para novos valores. Mudando, enfim, a cara desse time que se repetiu por tempo demais, para o bem e para o mal.
Isso tudo implica uma postura mais arejada e ofensiva do Tricolor, o que vem a calhar com suas necessidades atuais.
Já o Corinthians, desde Mano Menezes, vem praticando um jogo mais voltado para o ataque do que para a defesa. Tanto, que, apesar de ter perdido em boa parte do campeonato seu trio de atacantes- Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho -, mantém a mais efetiva artilharia do torneio, com 58 gols, quatro a mais do que o Grêmio do artilheiro Jonas.
Bem, se o amigo quiser acrescentar mais uma pitada de estímulo, além da velha rivalidade e das premências da hora, pode se fartar com a pinimba declarada entre os dois presidentes em torno da disputa Morumbi x Itaquerão para a abertura da próxima Copa do Mundo.
A propósito, depois da vitória tricolor sobre o Cruzeiro, que contribuiu para o Corinthians ascender novamente à vice-liderança do Brasileirão, dizem as más línguas que Andrés Sanchez enviou, de imediato, para Juvenal Juvêncio, um cartão postal com a gravura da maquete do futuro Itaquerão. No verso, a frase: "Valeu, mano!"
Peixe morto/ Não, o Peixe não morreu, longe disso. Ao contrário: com a volta de Ganso e eventuais reforços para a próxima temporada, emergirá como uma potência, se não a exemplo daquele encantado primeiro semestre, pelo menos, próximo disso.
A morte anunciada neste intertítulo é do espírito de competitividade que animou esse time, apesar de tantos problemas, neste segundo turno do Brasileirão, fruto do empate com o Inter, semana passada, quando ambos, abraçados, praticamente se despediram da possibilidade da conquista do título brasileiro, único objetivo válido para os dois neste campeonato.
E o pífio empate por 1 a 1, na Vila Belmiro, com o Vitória foi a pá de cal. Nem tanto pelo resultado em si. Mas, sobretudo, pela forma leniente como se comportou o Santos. Em bom brasileirês, o Santos perdeu o tesão. E isso é uma das tantas formas de morrer. Depois, sobrevem o renascimento. E a figura do peixe, nesses casos, é emblemática para quem conhece os velhos escritos.
E, neste sábado, vai a Sete Lagoas pegar o desesperado Galo de Dorival Júnior, o técnico que montou o melhor Santos dos últimos tempos e que conhece cada palmo de sua construção.
Sei, não.
Na linha do gol
As chances de o Timão chegar ao título nesta reta final crescem na medida em que Flu e Cruzeiro dão mostras de insuficiência. O líder Flu penou para arrancar empate contra o Inter, no Beira-Rio. Basta dizer que seu goleiro, Ricardo Berna, deixou o campo com todos os radinhos debaixo do braço. Se pudesse contar com Deco, Emerson e Fred, ao lado de Conca, a história seria outra. Mas não pode.
Posso adiantar minha seleção do Brasileirão, com a antecedência de cinco rodadas? Pois, lá vai: Victor; Mariano, Alex Pirulito, Dedé e Diego Renan; Arouca, Montillo e Conca; Jonas, Loco Abreu e Neymar, pois sou do 4-3-3, com um volante, dois meias e três atacantes móveis, com a turma toda ajudando no fechamento dos espaços e na marcação, quando sem a bola.
Revelação do campeonato, Lucas, o meia-atacante do São Paulo, que, em três meses como titular, vem encantando com sua velocidade, passes espertos, dribles vertiginosos e objetividade. O gol que fez contra o Cruzeiro foi um primor: recebeu entre dois adversários, livrou-se deles e partiu para a tabela com Dagoberto, para receber de volta na área, limpar o goleiro e concluir com precisão. Sou fã desse menino.
Menos mal que o Real empatou no final com o Milan, no mais aguardado jogo da última rodada da Liga dos Campeões. Seria uma tremenda injustiça os madrilenhos perderem de virada, depois de dominarem, por baixo, dois terços da partida. A propósito, Ronaldinho Gaúcho voltou a ficar tolhido lá na ponta esquerda, contrariando a expectativa de Mano Menezes, que esperava vê-lo pelo meio, como pretende utilizá-lo na seleção. Foi a figura mais apagada do cotejo.
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