O Cruzeiro não jogou o que pode contra o São Paulo e perde do centenário Alvinegro nos critérios de desempate. Está em terceiro lugar, 3 pontos a frente do Glorioso. O time do Morumbi continua com o sonho quase impossível de vaga no G3 e difícil de G4.
O blog tem posts dos 4 jogos dos mais bem colocados. Escrevi os de Inter x Fluminense e Cruzeiro x São Paulo. Leandro Iamin conta como foram as vitórias de Botafogo e Corinthians.
Cruzeiro 0×2 São Paulo
Jonathan foi a novidade.
O Cruzeiro ganhou o reforço de Jonathan, voltando de lesão, que é muito superior ao Rômulo no apoio. Fábio, os zagueiros Leo e Edcarlos, o lateral esquerdo Diego Renan, os volantes Henrique e Fabrício, os meias Montillo e Gilberto, Thiago Ribeiro e Robert completaram o clássico 4-4-2 de Cuca.
Carpegiani confirmou a escalação divulgada durante a semana, Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba foram os volantes, Lucas, Fernandão e Dagoberto os meias e Ricardo Oliveira o atacante do 4-2-3-1.
Dois grandes treinadores!
Não espero que Cuca transforme Robert em Tostão nem que Carpegiani faça Dagoberto virar Raí.
Quero ver times bem escalados e posicionados. E também devidamente orientados. Ambas as equipes têm virtudes e defeitos. O trabalho coletivo ajuda a diminuir os próprios erros e aproveitar os do rival.
Cuca e Carpegiani fizeram isto.
Volume ofensivo cruzeirense maior
O Cruzeiro jogou exatamente onde o São Paulo tem errado mais. Usou os 2 habilidosos meias para tentar achar epaço pelo meio, e Thiago Ribeiro aberto na direita, onde marca Richarlyson (antes que alguém apareça com xingamentos, lembro que o lado direito do ataque cruzeirense é o esquedo da defesa sãopaulina). Jonathan também apareceu bastante no apoio.

Dagoberto tenta escapar da marcação de Edcarlos
Foto: Juliana Flister/Vipcomm/Divulgação
Várias vezes a Raposa, ainda com apoio de Henrique, cruzou várias bolas por baixo. Miranda e Alex Silva quase sempre conseguiram a antecipação contra Robert. Quando não, estavam em cima da jogada e dificultaram a finalização.
Alguns chutes da entrada área e outros dentro dela, na diagonal, deram trabalho ao Rogério Ceni.
Na maior parte da etapa inicial, a Raposa levou a melhor no meio-campo.
E isso deixou o Cruzeiro aparentemente mais perto de inaugurar o placar.
Mas as melhores oportunidades foram do São Paulo
O São Paulo acertou a marcação mais a frente por volta dos 30 minutos. Começou a roubar algumas bolas no meio e a levar perigo.
Teve ótima chance para fazer 1×0 antes do intervalo. Dagoberto na cara de fábio tentou encobrir o goleiro, poderia ter simplificado, e Edcarlos tirou antes da bola entrar.
Gol de Miranda corretamente anulado. Árbitro erra feio ao não expulsar Gilberto.
Miranda, aos 30, de cabeça, balançou a rede. Roberto Braatz foi bem, anulou. Estava impedido.
No fim do primeiro tempo, Gilberto deu carrinho e cravou as travas da chuteira pouco abaixo do joelho de Lucas.
Pediu desculpas, falou que não teve intenção, levou cartão amarelo, mas era lance para vermelho.
Ainda mais nos padrões da arbitragem no Brasil.
Richarlyson, à caminho do vestiário, falou que se fosse ele ou o Kléber, o apitador daria vermelho.
Acho que outros seriam punidos também. Contudo eles não escapariam. Estão marcados.
São Paulo continua melhor no início dos egundo tempo
Lucas, Dagoberto e Ricardo Oliveira estão jogando bem. A atuação de Fernandão foi razoável.
A boa marcação na frente deixou o jogo parecido com o final da etapa anterior.
A dupla de zaga cruzeirense, ao contrário da sãopaulina, não pode encarar jogadores rápidos.
Quando Lucas e Dagoberto conseguiram numa tabela superar a marcação dos volantes, Lucas ganhou na velocidade de Edcarlos e balançou a rede aos 7 minutos.
O São Paulo ainda manteve cerca de 5 minutos de superioridade.
Cruzeiro ataca. São Paulo no contragolpe.
O Cruzeiro, por necessidade, apertou a marcação, soltou mais Henrique para ajudar na criação e quase empatou. Fernandão salvou. Rogério Ceni também fez duas grandes defesas.
Ricardo Oliveira, aos 14, quase conseguiu deixar Dagoberto em excelente condição para ampliar a vantagem.
Obviamente não foi pênalti em Ricardo Oliveira
Pênalti ridículo.
De volta ao tema. Eu acho ridículo marcar uma falta como a do lance do pênalti. Só aqui no Brasil. Isto não é futebol.
Para completar, a “falta brasileira” aconteceu fora da área.
Nielsen Nogueira Dias cometeu o segundo erro grave no jogo.
Mudanças de atletas, táticas, mas não de andamento
Cuca, aos 25, trocou Gilberto por Roger, mudança técnica para melhorar a qualidade da criação. Carpegiani tirou Fernadão e mandou Renato Silva ao gramado.
O Cruzeiro não conseguiu criar aquela chance realmente clara.
Depois dos 40, por causa do desespero, Robert deu lugar a Wallyson e Jonathan ao centroavante Farias.

Foto: Rubens Chiri/site oficial
Não ajudaram. O São Paulo manteve o bom trabalho defensivo e o contragolpe perigoso.
Acabou atuando melhor que a equipe celeste, por isso venceu.
Cruzeiro deve olhar o que não anda bem
Assisti, ao vivo, os jogos do Cruzeiro contra o Galo, Prudente e São Paulo, os 3 últimos do time.
Para ganhar este brasileirão, não é preciso ser brilhante.
Mas o Cruzeiro vai ter que jogar mais bola. Mal na primeira etapa contra o Atlético, na segunda diante do Prudente, e em parte do jogo dessa quarta, tem de melhorar já na próxima rodada.
Montillo está sumindo, tal qual se dizia dele nos tempos de San Lorenzo.
Ou alguém acha que ele foi atuar no Universidad de Chile, não na Europa, porque mostrava no time argentino o ótimo futebol desse ano na Libertadores pelos chilenos e desde a chegada ao Cruzeiro?
Torcida sãopaulina divide o Parque do Sabiá
Vale ressaltar a boa presença da torcida do São Paulo. Segundo os repórteres, dividiu o estádio.