O zagueiro pede, em toda entrevista, para o São Paulo recontratá-lo em definitivo. Mas o desejo parece impossível.
Primeiro porque, por enquanto, os dirigentes não querem pensar nisso. O assunto só vai entrar na pauta quando o contrato estiver perto do fim. Além disso, o presidente Juvenal Juvêncio não é adepto da política de abrir o cofre para contratar reforços. Ainda mais agora que tem na cabeça a ideia fixa de aproveitar os valores revelados na base.
"Não descartamos negociação, mas custa muito dinheiro. É difícil", comentou o vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, questionado sobre o desejo de Alex Silva em ficar mais tempo no São Paulo.
O "muito dinheiro", dito pelo dirigente, claro, está relacionado ao valor que o Hamburgo pagou para contratar o zagueiro em agosto de 2008. Os alemães compraram 50% dos direitos federativos de Alex Silva por 6,5 milhões de euros (R$ 15,5 milhões).
O São Paulo, que detinha 20% dos direitos, ficou com 2,6 milhões de euros (R$ 6,5 milhões). Os outros 50% são do empresário Juan Figer.

A única maneira de ficar com Alex Silva por mais tempo é pedir outro empréstimo ao Hamburgo, o que dificilmente será aceito. A princípio, os alemães não queriam nem emprestá-lo por um ano, mas aceitaram após o São Paulo oferecer R$ 700 mil.