O Atlético Paranaense era uma equipe bem diferente da que Carpegiani treinou. Isso por conta dos desfalques de Sérgio Soares. Branquinho, Rodolpho, Paulo Baier, Élder Granja e Maikon Leite. O Furacão perdeu sua espinha dorsal e a solução foi escalar uma equipe com marcação forte, a fim de forçar o erro do adversário e sair com a velocidade de Guerrón e Bruno Mineiro. Também deu certo. O equatoriano aproveitou falha de Casemiro e empatou a partida.
Carpegiani percebeu a armadilha. Só com movimentação, venceria o bloqueio rubro-negro no meio. Por isso promoveu Marlos no segundo tempo na vaga de Casemiro. Carlinhos Paraíba voltava para ajudar na saída de bola. Após o gol de Miranda, o Tricolor foi quem armou o bote.

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Marlos pela direita, Dagoberto pela esquerda (os dois sempre em diagonal), Fernandão distribuindo e Ricardo Oliveira na frente. Nos contragolpes, o São Paulo poderia ter definido o jogo, mas falhou. Permitiu ao Atlético ter a bola. Não deu ao Furacão o que fazer com ela.
O Atlético venceu uma nas últimas seis rodadas e parece perder fôlego no final da competição. Já o São Paulo de Carpegiani já é mais rápido, tem participação coletiva de peças como Dagoberto e Marlos, mas uma defesa ainda exposta. Os atacantes precisam ajudar mais do que o primeiro combate. A mira de ambos é o Botafogo, um ponto acima. Dependendo do resultado final da Sul-Americana, o alvo pode ser o terceiro colocado – hoje o Cruzeiro, com sete pontos a mais.
As duas equipes precisam fazer sua parte até dezembro, mas contar também com os estrangeiros da competição continental. Um ponto é possível para ambos. Sete é demais.