O técnico Paulo César Carpegiani castigou assim o seu ex-time, o mesmo que o havia castigado em 1999. Na seletiva para a Libertadores há 11 anos, o Atlético-PR varreu o então técnico são-paulino com uma vitória por 4 a 2 -ele foi demitido então.
A partida de ontem começou com um São Paulo elétrico e um Atlético-PR um tanto perdido, devido aos muitos desfalques. Paulo Baier, o homem das bolas paradas e o líder do time, foi a principal ausência da equipe.
Mesmo sem Lucas, suspenso, e Fernandinho, contundido, o time atual de Carpegiani mostrava velocidade e chegava com perigo. Ricardo Oliveira, em noite inspirada, invadiu a área e acertou um chutaço de canhota logo aos 12 min. O bom goleiro Neto, fuzilado, não teve como evitar o gol são-paulino.
As chances para o "dono da casa" continuaram saindo com relativa facilidade, e o Atlético-PR pouco ameaçou até empatar a partida numa arrancada de Guerrón pela direita. O equatoriano até lembrou seus melhores momentos de LDU, mas na verdade Casemiro errou um passe crucial e Miranda também não foi bem na jogada.
O ritmo da partida caiu então. Fernandão não funcionou mais uma vez na condição de armador do time.
O Atlético-PR não fazia grande jogo, mas já não passava tantos riscos como no começo. Carpegiani, que diz conhecer tudo do Atlético- -PR, mexeu no São Paulo.
Para o segundo tempo, Marlos entrou na vaga de Casemiro. O reflexo da troca foi quase que imediato. Mais ofensivo, o São Paulo pressionou o adversário, e Dagoberto conseguiu uma falta e uma assistência para Miranda de cabeça fazer 2 a 1.
O São Paulo recuou e chamou o rival para explorar os contra-ataques. O Atlético- -PR mostrou as suas limitações ofensivas e não furou a retranca são-paulina.
Com a vitória, Carpegiani abafou o seu antigo clube. O triunfo empurra o São Paulo para a sétima posição do Nacional. O sonho não acabou.
