Ricardo Oliveira comemora o primeiro gol (Foto: Jose Patricio/AE)
Ricardo Oliveira sabe que tem poucas chances de ficar no São Paulo após o fim do Campeonato Brasileiro, quando terá de voltar aos Emirados Árabes Unidos para defender o Al-Jazira. Então o jeito é encarar cada jogo como se fosse o último.
Contra o Atlético-PR, em Barueri, o atacante foi mais uma vez incansável. Ele correu, lutou, reclamou, cruzou, chutou… E acabou recompensado com um belo gol e a vitória por 2 a 1, que fez o São Paulo subir duas posições e colar no Botafogo, hoje o dono da quarta vaga na Libertadores.
“É sempre importante atuar bem, não brilhar apenas no individual, mas ajudar no coletivo. A atuação de hoje (ontem) foi para dar ânimo, para mostrar que estamos vivos.” Que média!
A maior parte dos torcedores são-paulinos que foram a Barueri ainda não havia entrado na Arena quando Rafael Santos chutou na trave e, no rebote, Bruno Mineiro fez o gol. A jogada, no entanto, foi anulada por impedimento.
O susto virou alegria pouco depois, ainda com os torcedores entrando no estádio. Ricardo Oliveira tabelou meio sem jeito com Dagoberto, ganhou na velocidade de um zagueiro e enfiou o bico do pé esquerdo na bola. “Foi de bico, não deu para eu me posicionar melhor. Se o Romário fazia gol de bico, e ele é um jogador em que me espelho bastante, e o Ronaldo também, o que vale é o gol”, disse Ricardo.
O São Paulo era o senhor do jogo e trocava passes de um lado para o outro com muita tranquilidade. A torcida só não contava com uma bobeira de Casemiro. Ele deu um passe no melhor estilo “amigo da onça” para Miranda na frente da área, Guerrón chegou antes, avançou sozinho e fuzilou Rogério Ceni.
O erro grosseiro fez Ricardo Oliveira arrancar os cabelos lá na frente e detonar o companheiro na saída para o intervalo. “O jogo estava fácil, mas nós complicamos. Não dá para ficar com toquinho de lado. Se apertou, tem de jogar com o Rogério. Não podemos ficar dando mole assim.”
Depois dessa, o garoto Casemiro nem voltou para o segundo tempo. Marlos entrou. Era mais um na linha de frente para ajudar Ricardo Oliveira na missão de colocar a bola dentro do gol defendido por Neto. Mas o atacante não precisou marcar outra vez.
Quem colocou o São Paulo novamente em vantagem foi Miranda, coautor do erro no gol do Atlético. O zagueiro apareceu como um raio para cabecear uma cobrança de falta de Dagoberto.
Ricardo Oliveira teve mais três chances. A primeira, em um chute de dentro da área que tirou tinta da trave. A segunda foi uma cabeçada em que Neto fez milagre. A terceira, um chute de longe que assustou o goleiro. Ele não fez outro, mas a torcida reconheceu seu esforço e gritou seu nome após Ricardo dar um carrinho. Era o agradecimento pela importante vitória.
Tricolor: no embalo do matador
Fonte Jornal da Tarde
29 de Outubro de 2010
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