Carpegiani perdeu o zagueiro Alex Silva e os laterais titulares Richarlyson e Jean, suspensos. Vai ter de improvisar para diminuir a taxa de cinco gols sofridos nas últimas três partidas sob o comando do novo treinador. "Esta situação preocupa bastante. Quando fomos campeões brasileiros, tínhamos uma equipe que não sofria gols e ganhava de 1 a 0. Agora é um pouco diferente", explicou Miranda. "Antes o jogo ficava até meio chato de assistir. Hoje jogamos diferente, um pouco mais expostos atrás, mas buscando o ataque. Por isso fazemos muitos gols e sofremos muito também".

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Carpegiani testou Ilsinho na direita e não gostou. Vai colocar por ali o zagueiro Renato Silva com o objetivo de dar mais segurança. No miolo da defesa, entra Xandão, que se recuperou de lesão muscular na coxa esquerda e faz sua primeira partida com o técnico. Diogo ganhou a posição pela esquerda - a expulsão de Richarlyson não agradou Carpegiani, que pode passar a deixá-lo no banco de reservas.
Além disso, há o forno que vai se tornar o Castelão. "A gente fica chateado. Um jogador atua de forma diferente às 15 horas ou às 18 horas", reclamou o técnico, aludindo ao horário local da partida, já que o Ceará não tem horário de verão. "Mas nossa equipe é muito bem preparada", confiou Miranda.
Outra novidade deve ser Fernandão. O atacante, artilheiro da equipe no Campeonato Brasileiro - oito gols -, lesionou-se e acabou perdendo espaço no time depois da chegada de Carpegiani. O técnico encontrou sua formação ideal na base da velocidade e o jogador, de estilo cadenciado, sobrou.
Agora, no entanto, recebe a primeira chance na equipe titular desde que Carpegiani chegou mais por necessidade do que por méritos próprios. Dagoberto, que sofreu com uma gripe durante a semana, se auto-medicou. O remédio tinha uma substância proibida e, por precaução, o departamento médico do clube sugeriu que ele não atuasse, embora a substância seja eliminada do organismo, em média, cinco dias após a ingestão.
