Melhor prevenir do que remediar
Um simples telefonema para o médico evitaria a confusão na qual o atacante Dagoberto se envolveu por ter tomado um remédio que, em sua composição, contém substância proibida
Fonte Diário de São Paulo
Por Getúlio
Por muito pouco, o atacante Dagoberto não coloca tudo a perder. Se tivesse consultado o médico do São Paulo, José Sanchez, ao sentir a incômoda dor de cabeça que o acometeu na terça-feira, o artilheiro não teria ingerido um comprimido de Neosaldina. O remédio contém a substância estimulante isometepteno, considerada dopante. Além de não ser um paciente normal e ter de tomar cuidado com tudo o que toma, o jogador lançou mão de um grande mal: a automedicação.
"Esse caso serve para que os atletas aprendam a não fazerem uso de nenhuma medicação sem orientação médica. Não é porque um bebê toma determinado xarope ou algo do gênero, que o pai, atleta, também pode consumir. É um mau hábito", disse o superintendente de futebol do Tricolor, o médico Marco Aurélio Cunha.
O problema causado por Dagoberto aconteceu justamente num momento em que ele estava dando a volta por cima com a camisa tricolor. Após ter sido considerado, pelo presidente Juvenal Juvêncio, um dos maiores culpados pela eliminação são-paulina na semifinal da Libertadores deste ano, contra o Inter, o goleador ficou mais de dois meses no banco de reservas. Só voltou a brilhar com a chegada de Paulo César Carpegiani, há três jogos.
Apesar da dor de cabeça generalizada, o treinador garantiu que não vai punir Dagoberto. "O simples fato de não jogar já é um castigo muito grande pela fase que ele está passando", argumentou Carpegiani. "Mesmo que o Dagoberto não jogue, ele retornará contra o Atlético-PR, na quinta-feira, porque saiu quando vivia um bom momento", completou o técnico.
Bronca/ Após ter treinado separado do restante do elenco, nesta sexta-feira pela manhã, no CT da Barra Funda, Dagoberto evitou qualquer tipo de contato com a imprensa. O único jogador a falar foi o zagueiro Miranda, que não alisou para falar do vacilo de seu companheiro de equipe.
"Eu nunca passei por isso, pois os médicos orientam bastante. Infelizmente, o Dagoberto não quis incomodá-los. Sentiu a dor de cabeça de madrugada e tomou remédio. Cada um tem sua conduta", comentou o beque. "O médico fala para incomodar, ligar para ele, mas ele preferiu tomar e está arcando com as consequências. Ele não queria ficar fora do jogo e todos perdemos com essa história", resumiu Miranda.

Vipcomm
"Esse caso serve para que os atletas aprendam a não fazerem uso de nenhuma medicação sem orientação médica. Não é porque um bebê toma determinado xarope ou algo do gênero, que o pai, atleta, também pode consumir. É um mau hábito", disse o superintendente de futebol do Tricolor, o médico Marco Aurélio Cunha.
O problema causado por Dagoberto aconteceu justamente num momento em que ele estava dando a volta por cima com a camisa tricolor. Após ter sido considerado, pelo presidente Juvenal Juvêncio, um dos maiores culpados pela eliminação são-paulina na semifinal da Libertadores deste ano, contra o Inter, o goleador ficou mais de dois meses no banco de reservas. Só voltou a brilhar com a chegada de Paulo César Carpegiani, há três jogos.Apesar da dor de cabeça generalizada, o treinador garantiu que não vai punir Dagoberto. "O simples fato de não jogar já é um castigo muito grande pela fase que ele está passando", argumentou Carpegiani. "Mesmo que o Dagoberto não jogue, ele retornará contra o Atlético-PR, na quinta-feira, porque saiu quando vivia um bom momento", completou o técnico.
Bronca/ Após ter treinado separado do restante do elenco, nesta sexta-feira pela manhã, no CT da Barra Funda, Dagoberto evitou qualquer tipo de contato com a imprensa. O único jogador a falar foi o zagueiro Miranda, que não alisou para falar do vacilo de seu companheiro de equipe.
"Eu nunca passei por isso, pois os médicos orientam bastante. Infelizmente, o Dagoberto não quis incomodá-los. Sentiu a dor de cabeça de madrugada e tomou remédio. Cada um tem sua conduta", comentou o beque. "O médico fala para incomodar, ligar para ele, mas ele preferiu tomar e está arcando com as consequências. Ele não queria ficar fora do jogo e todos perdemos com essa história", resumiu Miranda.

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