Arouca ficou fora, por suspensão (terceiro amarelo), de apenas um dos quatro jogos em que o Santos venceu o São Paulo neste ano - 1 a 0, na Vila Belmiro, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro.
Mesmo assim o clássico contra o seu ex-clube é como se fosse o primeiro.
"É um jogo especial para mim, não posso negar. Todos sabem a maneira como saí de lá, mas não tenho mágoa. Ao contrário: tenho amigos lá e carinho por eles", conta o volante. "Mas quero vencer, como quero vencer todos os outros adversários."
O volante voltou a explicar que não deu certo no São Paulo, um dos clubes mais bem estruturados do Brasil e que paga salários e prêmios em dia, apenas por falta de oportunidade. "Em muitos jogos, fiquei no banco e em outros entrava como ala, fora da minha posição", lembra Arouca, preterido por Muricy Ramalho. "No Santos foi diferente. Quando cheguei, Dorival Júnior fez questão de dizer que queria o Arouca que ele viu no Fluminense, prometeu me escalar no meio e cumpriu", revela.
A verdade é que no Santos do primeiro semestre, Arouca teve de jogar como primeiro volante. Agora tem mais liberdade. "Com a entrada de Roberto Brum, o time ficou mais equilibrado", comemora o jogador, ídolo da torcida. "Antes a queixa era que o Santos tomava muitos gols, embora ganhasse muitos jogos por goleada. Agora é diferente."
Preterido no Morumbi, Arouca vira peça-chave do Santos
Fonte Estadão
17 de Outubro de 2010
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