Cuca, Renato Gaúcho e Carpegiani tentam mostrar que são "técnicos de chegada"

Fonte folha.com
13 de Outubro de 2010
Os melhores técnicos do segundo turno do Brasileiro não estão acostumados a brilhar na hora da decisão.
Cuca (Cruzeiro), Renato Gaúcho (Grêmio) e Paulo César Carpegiani (São Paulo) construíram times de boas arrancadas, mas incapazes de manter o ritmo até o fim. Neste ano, o quadro mudou.
Cuca é o melhor exemplo. À frente do Cruzeiro, que virou líder do Nacional no domingo, tem chance de enterrar a fama de "amarelão".
Imagem que foi construída em sua passagem pelo Botafogo. No clube carioca, montou uma equipe vistosa, que empolgou a torcida. Mas perdeu as decisões de dois Estaduais consecutivos para o Flamengo (2007 e 2008).
Só no ano seguinte, já pelo Fla, faturou o campeonato do Rio, sua única conquista até agora. Pouco antes, na final da Taça Guanabara, ainda ouviu provocações da torcida botafoguense, que gritava "vice é o Cuca".
O técnico chegou ao Cruzeiro durante a pausa do Brasileiro para a Copa do Mundo. No primeiro turno, teve 64% de aproveitamento. Desempenho que pulou para 77% na segunda metade.
Graças a esse salto, a equipe mineira quebrou a alternância da liderança entre Corinthians e Fluminense.
Só o Grêmio, comandado por Renato Gaúcho, tem retrospecto tão bom no segundo turno quanto o Cruzeiro.
Ídolo da torcida quando jogador, Renato voltou ao Olímpico com a obrigação de tirar a equipe da luta contra o rebaixamento e virou o turno só uma posição acima da degola. Mas, depois, somou 23 pontos em 30 possíveis.
A série pôs o Grêmio na disputa por vaga na Libertadores. Seis pontos o separam do Corinthians, que fecha o grupo de classificados.
O gaúcho construiu sua carreira de treinador no Rio. Teve destaque no Vasco e no Fluminense, clube pelo qual faturou a Copa do Brasil de 2007, mas não deslanchou. A ponto de estar na segunda divisão, pelo Bahia, quando foi buscado pelo time gaúcho.
Dos três líderes pós-19ª rodada, Carpegiani é o mais vitorioso. Mas suas grandes conquistas, Libertadores e Mundial de clubes, remetem ao início da década de 1980, quando dirigia do Flamengo.
Nos últimos anos, dirigiu o Corinthians em parte da campanha que levou ao rebaixamento e teve boa largada de Brasileiro pelo Vitória.
Ele voltou a ganhar espaço graças à série positiva no Atlético-PR. O bom momento o colocou no São Paulo.
Com ele no comando, foram até agora dois jogos e duas vitórias. Somando os retrospectos pelos dois clubes, ele tem 67% de aproveitamento no segundo turno.

Luiz Pires/VIPCOMM
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