O nome de Vanderlei Luxemburgo, um dos cotados para o cargo, divide opiniões entre os dirigentes do time.
O São Paulo é a única equipe entre as quatro grandes do Estado que nunca foi comandada pelo ex-treinador do Atlético-MG. Resultado de uma histórica resistência a seus métodos de trabalho.
Mas o quadro hoje é menos radical. Há membros da cúpula do clube que acreditam que sua chegada seria boa.
Segundo um dirigente são-paulino que pediu para não ser identificado, Luxemburgo seria um reforço positivo porque sacudiria o ambiente do time, que ostenta fraca campanha no Brasileiro.
A equipe que enfrenta o Avaí, às 21h, em Florianópolis, está 13 pontos atrás do Cruzeiro, último classificado para a Libertadores. Ou seja, a vaga para a competição é uma conquista improvável.
Elenco e diretoria já falam que a equipe dificilmente escapará da Copa do Brasil.
Assim como o São Paulo, Luxemburgo também vive um momento de baixa. E é por isso que poderia abrir mão de algumas exigências que normalmente faz.
Entre elas, o alto salário (ganhava R$ 500 mil mensais no Atlético-MG) e um volumoso estafe, com preparadores físico, treinadores de goleiros e assistente.
O vice de futebol Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, já avisou que o clube considera um absurdo gastar "R$ 400 ou R$ 500 mil" com um treinador. Além disso, o time paulistano não pretende abdicar de ter uma comissão técnica permanente.
Mas mesmo que desista de algumas regalias, Luxemburgo continua sendo uma figura controversa. A ponto de o diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, ir a público para dizer que não aceitaria dividir clube com ele.
"Eu, João Paulo, diretor de futebol, não trabalho com o Vanderlei Luxemburgo. Ele não será contratado porque eu não quero que ele seja contratado. Temos uma maneira muito sólida de trabalhar no São Paulo, e não acredito que o presidente Juvenal Juvêncio tomaria essa atitude sem me consultar."
Jesus Lopes afirmou que um treinador com perfil de "manager", gerenciando contratações e orçamento, não cabe no São Paulo, clube em que o técnico deve se limitar a trabalhar em campo.
Quem está dentro dessas características é Paulo Cesar Carpegiani. O treinador do Atlético-PR tem bom trânsito no Morumbi. Ontem, em entrevista coletiva, ele se recusou a comentar sobre uma proposta que teria recebido para ganhar a vaga de Baresi.
