PVC - É bom ou ruim para você a notícia de que o São Paulo o mantém com a expectativa de manter a política de lançar garotos de Cotia?
BARESI - Eu reajo de uma maneira bem natural. O trabalho precisa continuar a acontecer do mesmo jeito, com a cautela natural. O que está acontecendo é que estamos conseguindo entender o tempo certo para lançar cada jogador. O Lucas entrou e foi bem, o Casemiro, o Zé Vítor entrou contra o Palmeiras meio tímido, depois foi se soltando.
PVC - Como você avalia a discussão dos últimos anos sobre o trabalho de Cotia. Ele é de fato bom?
BARESI - O trabalho é bem feito e a estrutura é ótima. Pense que nós temos no São Paulo perto de 300 atletas. O São Paulo é uma potência para revelar jogadores e tem muita gente boa para nos ajudar. Sem contar o Mazola, que está se destacando no Guarani, o Henrique, no Vitória. Há mais gente que conhecemos, como o Sérgio Mota, que não conseguimos ainda colocar no time. Mas vai haver o tempo certo para todos.
PVC - Até que ponto o interesse da direção em rechear o elenco profissional com garotos incomoda os veteranos?
BARESI - Talvez no início. Mas todos estão entendendo a intenção de montar um time forte. E que vai haver espaço para todos os jogadores mostrarem seu valor, com um trabalho planejado. No ano que vem, podemos por exemplo colocar mais a molecada no Campeonato Paulista, com um trabalho planejado. E ter um time também de talento, com experiência, nos outros torneios. O projeto é seguir escalando o jogador pelo merecimento. Acho que você está de acordo que o futebol, hoje, é força e velocidade. É uma das razões pelas quais o Lucas está se destacando. Por sua velocidade.

