Com Baresi prestigiado, São Paulo pega Goiás

Fonte Estadão
Mesmo que Dorival Júnior e Vanderlei Luxemburgo estejam à disposição no mercado, Juvenal Juvêncio ratificou que pretende manter Sérgio Baresi à frente do São Paulo. Ontem, o presidente acompanhou o treinamento do time e aproveitou para, pessoalmente, dar força ao treinador. Hoje, é a vez de Baresi justificar em campo o apoio do cartola. A equipe enfrenta o Goiás, às 18h30, no Morumbi. Não conquistar os três pontos seria um desastre no planejamento rumo a uma vaga na Taça Libertadores do próximo ano.
"Ele me passou confiança, disse que venho fazendo um bom trabalho e posso ficar tranquilo", conta Baresi sobre a curta conversa com Juvenal, que passou o treino todo à beira do campo. "Agora temos de continuar evoluindo. Treinador nenhum se mantém no cargo sem resultados. Essa é a cultura do futebol brasileiro, não sou eu que vou mudar esta tendência."
Que Baresi experimente perder três ou quatro jogos e colocar Lucas de novo no banco de reservas em detrimento de Dagoberto, por exemplo: passaria de interino a ex-treinador são-paulino em um piscar de olhos, assim como subiu ao comando do time profissional. "Minha vida mudou da noite para o dia. Pode ocorrer de novo", acautela-se.
Por isso, o treinador não mexe na estrutura da equipe para enfrentar o Goiás. Só Fernandão, com dores na panturrilha esquerda, deixará o time para Ricardo Oliveira retornar como titular.
Suas únicas dúvidas são na defesa. Miranda e Richarlyson estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Sobra ao técnico decidir entre Xandão e Samuel na zaga e Diogo e Carleto na lateral-esquerda. "Diogo marca mais e chega mais ao fundo para cruzar. Carleto dá opção de chutes de fora da área. O Xandão costuma jogar pela direita e o Samuel pela esquerda", explica Baresi, sem deixar claro quem serão os escolhidos. Aprendeu bem a mania dos técnicos veteranos.
Apoio dos atletas. As novas propostas de Baresi já foram abraçadas pela equipe, mesmo pelos jogadores mais experientes, como o goleiro Rogério Ceni. O treinador pode ficar tranquilo que não passa pela cabeça do elenco destituí-lo do cargo.

Agora, só falta ganhar mais um jogo, tornar realidade uma sequência de três vitórias apenas pela segunda vez na competição e manter vivo o sonho de levar o time para a Libertadores de 2011. "O dia de amanhã não podemos saber, só temos de trabalhar para viver", filosofa o treinador.
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