
Festa! Torcida do Palmeiras fez um belo moisaco antes do clássico (Foto: Miguel Schincariol)
Marcelinho, a melhor coisa que aconteceu para o São Paulo nesta temporada, virou Lucas semana passada. Tudo para driblar uma verdade: ganhara o apelido em homenagem ao herói corintiano Marcelinho Carioca. Pois ontem, na vitória tricolor por 2 a 0 sobre o arquirrival Palmeiras, no Pacaembu, Marcelinho se foi de vez para dar lugar ao "novo craque".
Com um toque preciso de pé direito, aos dez minutos do segundo tempo, Lucas não só abriu o caminho para a vitória são-paulina como ainda livrou o clássico de um 0 a 0 modorrento - placar que já se desenhava como provável, pois os rivais maltratavam a pelota.
Encorajado pelo seu belo gol, o garoto passou a infernizar o lado direito da defesa alviverde. Até que, aos 31, fez outra bela jogada e deixou Fernandão na cara do gol. O veterano dominou com tranquilidade e matou o jogo: 2 a 0 para o São Paulo.
O resultado traz paz ao time do Morumbi, que vinha de duas derrotas seguidas e voltara a se distanciar do pelotão de frente. Agora com 31 pontos, o São Paulo se firma na zona intermediária e ganha fôlego para arriscar voos mais altos.
O lado oposto da moeda vive o Palmeiras. O Alviverde chegou ao clássico encorajado pela vitória sobre o Grêmio, no Olímpico, e não pensava em outra coisa que não fosse uma arrancada rumo ao estrelato. Com o novo tropeço, o time de Luiz Felipe Scolari segue com 29 pontos e empaca de novo.
DAS TRIBUNAS
Por falar em Felipão, é obrigatório informar que o gaúcho comandou o Palmeiras por apenas 25 minutos no clássico de ontem. Foi quando recebeu o "cartão vermelho" do árbitro José Henrique de Carvalho por reclamação. Felipão - que estava com a razão - questionava a curta distância entre a bola e a barreira do São Paulo em uma cobrança de falta de Marcos Assunção (como se sabe, trata-se de uma jogada importantíssima para este carente Verdão).

Expulsão, Felipão desce para o vestiário do Palmeiras (Foto: Miguel Schincariol)
A expulsão do badalado treinador, que passou o bastão para Flávio Murtosa, não pode ser apontada como decisiva para a derrota palmeirense. Sem Kléber, suspenso, e com Valdivia ainda sonolento, o Alviverde pouco incomodou o rival.
Embora seja enganoso afirmar que o São Paulo foi sempre superior no clássico, há de se destacar a atuação do zagueiro Alex Silva e a garra da equipe.