Ontem o São Paulo funcionou mesmo na temperatura de Lucas. No primeiro tempo, o desempenho tricolor esteve abaixo de morno. Já no segundo, esquentou com o primeiro gol, em uma jogada de muita esperteza de Lucas, e ferveu pouco depois, quando o mesmo Lucas deu o segundo gol a Fernandão. A dupla com o veterano, aliás, funcionou com perfeição, tanto na hora de contra-atacar, quanto no momento de diminuir o ritmo.
Ricardo Saibun/ Diário SP

Fernandão, que fez boa dupla com o xodó Lucas, comemora o segundo do Tricolor
A tentação de se comparar Lucas a Neymar é inevitável. Mas as coincidências se restringem à pouca idade e à desenvoltura em campo. Tímido e sereno, Lucas, ex-Marcelinho, ainda parece um tanto perdido diante dos microfones e câmeras que lhe são apontados. Atrapalha-se com as perguntas mais longas, diverte-se com os questionamentos envolvendo sua troca de nome e ainda parece encabulado com alguns elogios. "Fico feliz de ouvir uma declaração como essa do Rogério, imagine só...", falou em tom sincero. Quanto ao primeiro gol com o nome que decidiu adotar, Lucas explicou: "Sou a mesma pessoa, com o mesmo futebol. Só muda o nome da camisa", disse.
Sobre Neymar, Lucas foi diplomático. "Aconteceram na carreira dele mais coisas do que na minha, que mexem mesmo com a cabeça." E qual o segredo para não cair na tentação da fama? "A minha família me protege de tudo, para que eu só jogue futebol", ensina.
Ao contrário de seu capitão, o técnico Sérgio Baresi parece um pouco mais preocupado em proteger o ego do jogador de um possível inchaço "A importância do Lucas foi igual à dos demais atletas", disse, para depois exaltar: "É um jogador raro, de drible rápido, mas precisamos trabalhá-lo com calma, enfatizou. "O Marcelinho... quer dizer, o Lucas é um bom menino", concluiu.

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