De Vitor Birner
Aqui é trabalho!
Acabo de chegar em casa da TV Cultura. Não acompanhei o jogo porque estava no Cartão Verde. Vi apenas parte da etapa inicial. Pelo que escutei nas rádios e li no relato do Leandro Iamin logo abaixo, o Inter sobrou na maior parte do tempo.
Não me espanta. O Colorado é campeão da América, se prepara para a disputa do Mundial e luta pelo título do Brasileirão. Precisa apenas mostrar ambição de conquistá-lo. Está noutro patamar se comparado ao São Paulo de hoje. Roth possui o melhor elenco do país e a equipe taticamente funciona muito bem.
O time do Morumbi está sendo reformulado e errando no processo. Precisa desistir de alguns atletas. A insistência não passa de teimosia improdutiva.
Problemas sobram na equipe. Toma gols por cima desde a lesão de Alex Silva, a marcação no meio falha, e quando Marcelinho, atleta em formação, não cria, o jogo ofensivo trava. Cleber Santana e Dagoberto atuam como se o gol fosse na lateral. O primeiro toca e o outro dribla para o lado.
Só consegue atuar bem quando acerta a marcação na saída de bola do adversário.
Leandro Iamin conta como foi a tranquila vitória do campeão da América.
São Paulo 1×3 Internacional
De Leandro Iamin
A partida começou agitada no Morumbi. Lucas, que até ontem era conhecido como Marcelinho, perdeu uma enorme chance antes do terceiro minuto de jogo. Aos 9 Wilson Mathias abriu o placar para os visitantes. Ambos os times eram objetivos e achavam espaços. Aos 19 Cléber Santana empatou. Era um bom e equilibrado jogo.
Os dois gols saíram em bolas paradas. No do colorado, a zaga sãopaulina não acreditou no lance, achou que ia sair pela linha de fundo. No do empate, quem errou foi a linha de impedimento dos Inter.
Depois dos 20 minutos, o Internacional mostrou sua capacidade e dominou as ações.
Táticas
Celso Roth escalou o Inter no 4-2-3-1. Os comandados de Baresi vieram no 4-3-3. A tática do visitante deu certo.Os 3 meias, Tinga na direita, D´alessandro na esquerda e Giuliano centralizado, colocaram a gorduchinha no chão e envolveram o rival de marcação mal-feita.
Rodrigo Souto, o volante, tinha Cléber Santana de um lado e Jorge Wagner de outro, ambos falhos na função defensiva.
A disputa entre os 3 meias e os 3 marcadores foi ganha com sobras pelos habilidosos colorados. Para piorar, com a bola no pé o time do Morumbi era lento.
Lucas “Marcelinho” e Dagoberto, os atacantes abertos, respectivamente, na direita e esquerda, receberam poucas bolas e não brigaram por elas. Eram as opções de velocidade do time. Foram anulados pelos laterais Nei e Kléber, que marcaram bem e atacaram com discrição.
Leandro Damião, centroavante do Inter, também foi superior e mais ágil que Fernandão, o homem de área do São Paulo.
Em jogada de Tinga e D´ale aos 38, Damião fez um belo gol colocando, com justiça, o Inter na frente do placar.
Segunda etapa
Marlos entrou no lugar de Dagoberto. Apareceu mais para compor o sistema defensivo e pensar as jogadas ao invés de esperar por um lançamento mágico. O time de Baresi ensaiou uma pressão nos primeiros minutos, em vão.
Os volantes do Inter, Wilson Mathias e Glaydson, cresceram, protegeram bem a defesa e obrigaram o São Paulo a tentar as jogadas pelos lados. Com Jean e Richarlyson como laterais, o trabalho ficou dificultado. Faltou recurso ofensivo e disposição defensiva ao hexacampeão.
Aos 16 minutos Giuliano ampliou o placar e praticamente garantiu a vitória dos gaúchos.
Baresi, ao ver a reação enervada de sua equipe após o revés, trocou de jogador e de esquema. Ilsinho entrou como meia aberto na direita, o lateral Jean saiu e Richarlyson virou 3° zagueiro. O problema principal, a lentidão com a bola, em especial no meio campo, permaneceu.
O volume do futebol do anfitrião cresceu um pouquinho só. Em cobrança de falta e lances isolados, tentou voltar ao jogo. Correu riscos e deu contragolpes construídos com facilidade pelo visitante.
A torcida perdeu a paciência com Sérgio Baresi e os homens de branco perderam a combatividade. O encontro terminou tenso no gramado. A vitória do Inter, que tocou como quis nos minutos finais, foi fácil.
No olhômetro
A impressão que deu, ao fim do jogo, é que Tinga correu mais que Jorge Wagner, Cleber Santana e Rodrigo Souto juntos.
O meia revelado pelo rival Grêmio foi o destaque da partida e o maior responsável pelo domínio no meio campo por parte do Inter.
Inter derrota o São Paulo mal-escalado no Morumbi
Fonte Blog do Birner
17 de Setembro de 2010
Avalie esta notícia:
7
6
VEJA TAMBÉM
- Impeachment é nessa semana! Conselho do São Paulo vota processo de impeachment nesta sexta-feira- Vai sair? Após escândalos na diretoria e problemas de saúde Muricy Ramalho estuda sair do São Paulo
- POLÊMICA: Estreia desastrosa no Paulista expõe tensão e discussão no vestiário do São Paulo
- De saída? Rival monitora impeachment no São Paulo e mira Marcos Antônio
- Crise interna: Empresário de atletas do São Paulo critica liderança após derrota no Paulistão