
Crédito: Wagner Carmo/VIPCOMM
Se o discurso no Internacional é de jogar para vencer o São Paulo nesta quinta-feira (5), o Colorado terá que lutar contra três fortes trunfos do Tricolor na história da Libertadores. O primeiro deles é o fato de o clube paulista praticamente não levar gols em casa nos mata-matas.
Em suas três campanhas de título (1992, 1993 e 2005), os são-paulinos tiveram as redes balançadas apenas uma vez (vitória por 5 a 1 sobre o Universidad Católica, na decisão de 1993) das oitavas de final em diante, no total de 12 partidas.
O Inter consegue marcar pelo menos um gol no Morumbi?
A segunda arma é o ataque deslanchar quando o São Paulo joga em seu estádio. A equipe sempre balançou as redes quando passou às finais da competição, com média de mais de dois gols por jogo. Nesta temporada, o Tricolor já marcou 13 vezes em 11 partidas.
Para aumentar o desafio do Inter, o São Paulo também conta com sua defesa menos vazada em todas as 15 edições que participou do torneio. O time são-paulino levou apenas três gols nesta Libertadores (anteriormente, o melhor desempenho se repetiu em 1982, 1993 e 2007, quando o clube terminou com apenas seis gols sofridos), todos eles jogando como visitante. Em seus domínios, o Tricolor continua sem saber o que é estar atrás no placar na competição deste ano.
A dificuldade da missão colorada não para por aí. Desde 2006, quando o Colorado bateu o Tricolor na final, os gaúchos não marcaram nenhum gol contra o rival. Nesse período, foram quatro confrontos pelo Brasileirão, todos eles com vitórias paulistas. O atacante Rafael Sobis é o último jogador do Inter a balançar as redes no Morumbi. Porém, a estrela colorada deve iniciar o confronto no banco, aumentando a dificuldade dos gaúchos.
O excelente retrospecto defensivo do São Paulo motivou o técnico Ricardo Gomes. O treinador deve optar por uma escalação mais ousada, com três homens de frente. O atacante Fernandão apostou suas fichas no setor defensivo e disse que a zaga consegue segurar os astros colorados no “mano a mano”.
A dupla de zagueiros do Tricolor, Alex Silva e Miranda, tem razões para ganhar a confiança dos companheiros. Juntos, eles já encararam 11 partidas no Morumbi em três edições que disputaram da Libertadores, mas só levaram gols em uma ocasião (empate por 2 a 2 contra o Audax Italiano-CHI, em 2007).
Miranda se mostrou otimista com o retrospecto positivo ao lado de Alex Silva.
- É muito bom jogar ao lado de um jogador como ele, que tem uma competência muito grande. Retrospecto é muito válido, mas teremos de fazer por onde na quinta-feira. Não podemos tomar gols e faremos o possível para isso não acontecer.
Quem avançar à final já tem vaga garantida no Mundial de Clubes, em dezembro deste ano. Isso porque o Chivas eliminou o Universidad de Chile e está na decisão, mas não pode jogar disputar o título mundial pelas regras da Libertadores.
