Rogério Ceni: 'Minha Copa do Mundo é a Libertadores'

Goleiro faz mais uma declaração de amor ao São Paulo

Fonte Lance!
13 de Maio de 2010
Integrante da Seleção Brasileira nas duas últimas Copas do Mundo, Rogério Ceni pediu, após a vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, que deixem o técnico Dunga em paz com seus convocados. Apesar da defesa ao comandante, o goleiro afirmou que torcerá no Mundial da África do Sul, mas sua verdadeira prioridade já está em andamento.
Como já havia feito em outros momentos da carreira, Ceni deixou a Seleção Brasileira em segundo plano, em detrimento ao São Paulo.
- Vou ser sincero, não sou muito ligado em Seleção. Meu ganha pão se chama São Paulo, minha Copa do Mundo é a Libertadores e meu coração tem três cores: vermelho, preto e branco. Tenho simpatia, torço pela Seleção, mas minha Copa é essa - assegurou o capitão.
Em 2002, ao lado de Dida e do titular Marcos, o ídolo tricolor participou do grupo pentacampeão, comandado por Luiz Felipe Scolari, com quem Rogério até hoje mantém boa relação. Em 2006, reserva imediato de Dida, Ceni se tornou o primeiro goleiro reserva do Brasil a entrar em campo em uma Copa do Mundo. Contra o Japão, Carlos Alberto Parreira resolveu homenagear sua carreira e o colocou no segundo tempo.
Dessa vez, jamais convocado por Dunga, Rogério Ceni nem sequer teve esperança de fazer parte do grupo. Sua missão foi parabenizar o amigo Gomes, convocado pela primeira vez, e lamentar a ausência de Victor, do Grêmio.
- O Gomes foi comigo para um amistoso na Rússia, em 2006, em que jogamos com 17 graus negativos. Tenho um carinho muito grande por ele e liguei para dar parabéns. E o próprio Victor ter ficado fora é uma pena, ele teria condições de estar lá.
Satisfeito com a vitória no Mineirão, que deixou o São Paulo próximo da vaga na semifinal da Libertadores, Rogério Ceni também comemorou a presença de cinco ex-companheiros na lista de Dunga: Josué, Júlio Baptista, Kaká, Grafite e Luís Fabiano. Mesmo sem relações pessoais com o comandante da Seleção, ao contrário por exemplo de Ricardo Gomes, parceiro de Dunga no início dos anos 90, o goleiro pediu que o deixem trabalhar em paz.
- As pessoas têm de dar credibilidade aos caras que ele convocou. Não importa se Neymar e Ganso não vão. Não vão agora, mas irão na próxima. Não tenho nada contra o Dunga e nem a favor, não temos relacionamento algum, mas quem vai responder pelo resultado é ele. Deixem o homem trabalhar - brincou Ceni.
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