Se ajudar o Grêmio a vencer ou empatar com o Flamengo, domingo, no Maracanã, e facilitar a vida do Inter na luta pelo título do Brasileirão, não será a primeira vez que Souza vai favorecer um rival. Em 2004, defendendo o São Paulo, ele contribuiu para salvar o Corinthians do rebaixamento no Paulistão. Naquele momento, o Timão precisava de uma vitória do Tricolor Paulista sobre o Juventus, e ela aconteceu.
A gratidão corintiana só não foi maior que a revolta são-paulina. Algo que, segundo Souza, continua vivo.
- Até hoje dizem que o Grafite (atualmente atacante do Wolfsburg-ALE) é corintiano. Naquela ocasião, ele fez os gols da vitória. A torcida do São Paulo não gostou porque era um rival. Já passei por uma, estou calejado – disse.
O camisa 8 do Grêmio não tem dúvidas. Se ajudar o Colorado, o Tricolor terá de saber ouvir muitas críticas da própria torcida quando voltar do Rio.
- Do jeito que vocês (jornalistas) imaginam. Com certeza. Vocês sabem o que é essa rivalidade aqui. Ela não vai acabar esta semana. Estou há um ano e quatro meses aqui e todo mundo fala que é a maior do Brasil e do mundo – frisou.
Ainda assim, Souza promete que, se entrar em campo, fará o melhor que puder em busca da vitória.
- Se eu jogar, vou jogar para valer. Se puder fazer gol, vou fazer. Independentemente de alguém me matar no dia seguinte. Se tiver que pagar o preço depois, eu pago. É o futebol – comentou.
Apesar de tentar aceitar que o rival seja campeão, diz que a ideia de torcer por ele passa muito longe.
- Meu favorito não está disputando, que é o Grêmio. Para quem for campeão, parabéns. Infelizmente não estou neste bolo – encerrou.
Ajudar o rival? Calejado, Souza lembra episódio do Paulistão 2004
Meia do Grêmio diz que São Paulo livrou o Corinthians da queda: ‘Grafite é chamado de corintiano até hoje
Fonte Globo Esporte
4 de Dezembro de 2009
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