São Paulo rompe com empresa do sócio-torcedor e gera polêmica interna
A empresa Feng, responsável pela gestão do programa de sócio-torcedor do São Paulo, manifestou insatisfação após o clube decidir romper o contrato com a gestora. Em comunicado, a Feng afirmou que não teve a oportunidade de apresentar uma proposta de renovação, um direito que considera fundamental antes de ser substituída pela Ticketmaster.
O São Paulo, por sua vez, argumenta que o direito de preferência se aplicaria apenas em casos de renovação de contrato, não em situações de troca de fornecedor. O clube já adiantou R$ 50 milhões do acordo com a nova empresa, enquanto a Feng alega ter direito a um montante de cerca de R$ 8 milhões, podendo ser muito maior, dependendo da aplicação de penalidades por descumprimento.
A gestão da Feng no programa de sócio-torcedor, iniciada em 2021, resultou em um aumento significativo na receita anual, que saltou de R$ 7 milhões para mais de R$ 50 milhões. Além disso, o ticket médio passou de R$ 31 para R$ 93,13, e a base de sócios cresceu de 12 mil para 44,6 mil, refletindo um esforço técnico contínuo e a força da torcida.
O desempenho do São Paulo em comparação com outros clubes também foi destacado, com a equipe ocupando a terceira posição em receitas com sócios no país. A Feng mencionou que o Atlético-MG e o Palmeiras, embora apresentem números de sócios maiores, têm ticket médio bem inferior ao do clube paulista, evidenciando diferenças na gestão e contabilização dessas receitas.
A gestora reconheceu a necessidade de evolução do programa e anunciou a criação de uma agenda de melhorias para 2027, que inclui o lançamento de um aplicativo do sócio-torcedor e ampliação de benefícios. No entanto, a decisão de romper a parceria foi recebida com surpresa, especialmente considerando a continuidade do contrato e a divulgação de informações confidenciais.
A Feng reafirmou seu compromisso ético e profissional, destacando a importância de cumprir com as obrigações estabelecidas. A empresa anunciou que tomará as medidas cabíveis nos foros apropriados, buscando proteger seus interesses e os direitos dos sócios-torcedores do São Paulo.
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