São Paulo é processado em R$14 milhões de reais por ex-zagueiro
A recente perícia judicial a respeito do zagueiro Ruan Tressoldi, que processa o São Paulo, revelou que a intensa carga de jogos na equipe contribuiu para o agravamento de uma lesão no joelho direito do atleta. Tressoldi, atualmente no Atlético-MG, alega que o clube foi negligente em sua gestão médica durante o período em que atuou, de janeiro a junho de 2025, e busca uma compensação de R$ 14 milhões por danos e pagamentos atrasados.
O laudo do perito Adalberto Soares destaca um "nexo causal concomitante moderado" entre a sobrecarga de atividades e a ruptura do menisco lateral, identificada em maio de 2025. O documento indica que o atleta enfrentou uma sequência extenuante de quatro jogos em apenas 12 dias, sem a adoção de rodízio ou diminuição de minutos em campo, o que, segundo o especialista, acelerou o processo lesivo.
Soares também apontou que o clube não implementou uma Avaliação Ergonômica Preliminar nem um Programa de Gerenciamento de Riscos, itens essenciais conforme as normas de segurança do trabalho. Embora essa falta de documentação tenha sido considerada um contexto relevante, não foi vista como a única causa da lesão. A análise reforça a crítica à gestão da carga de jogos, que poderia ter evitado o agravamento da condição do jogador.
Apesar do quadro crítico apresentado, o perito afirmou que a capacidade funcional de Tressoldi permanece intacta, sem sequelas ou danos estéticos. O jogador passou por uma artroscopia em julho de 2025 e retornou aos gramados em outubro, tornando-se uma peça fundamental no Atlético-MG.
O São Paulo, por sua vez, contesta as conclusões do laudo, solicitando que a perícia seja revisada por um médico, argumentando que o zagueiro teve períodos de carga de treino mais intensos sem desenvolver lesões. O clube defende que a ruptura do menisco é uma progressão natural de uma degeneração preexistente e afirma ter tomado medidas para reduzir a intensidade dos treinos durante a sequência de jogos.
Enquanto isso, a defesa de Tressoldi questiona a ausência de sequelas apontada no laudo, enfatizando a gravidade da situação. O caso está previsto para ser julgado na primeira instância na próxima semana, o que poderá influenciar não apenas o futuro do atleta, mas também a forma como o São Paulo gerencia a saúde de seus jogadores.
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