Grave: Laudo confirma autenticidade de áudio e revela esquema ilegal no camarote do Morumbi
Recentemente, um laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica confirmou a autenticidade de um áudio que revela um esquema ilegal de exploração de um camarote no Estádio do Morumbi, envolvendo ex-dirigentes do São Paulo. A análise identificou a participação de Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Rita de Cássia Adriana Prado na conversa, que discute práticas ilícitas relacionadas ao camarote 3A.
A investigação, que apura possíveis crimes durante a gestão do ex-presidente Julio Casares, foi desencadeada após a divulgação do áudio em dezembro do ano passado. O laudo concluiu que a gravação de 44 minutos não apresentava edições, cortes ou manipulações, o que a torna um evidência forte no inquérito em andamento.
A análise fonético-forense realizada indicou que as vozes no áudio correspondem com alta compatibilidade às de Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Rita de Cássia Adriana Prado, utilizando como base gravações anteriores para comparação. O estudo não encontrou sinais de manipulação, reforçando a credibilidade do material apresentado.
A Força-Tarefa, composta pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, está investigando possíveis irregularidades cometidas por ex-dirigentes do clube. Além dos três mencionados, Julio Casares também está sob investigação, e a Justiça já autorizou a quebra do sigilo fiscal e bancário dos envolvidos.
O esquema de venda ilegal do camarote foi inicialmente revelado em dezembro, quando Douglas Schwartzmann, então diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, ex-diretora cultural, foram gravados discutindo o uso do camarote. Schwartzmann reconheceu que todos envolvidos lucraram com a ação, destacando a confiança depositada em Mara.
Após a divulgação do áudio, ambos renunciaram a seus cargos no clube, e a situação se agravou com a demissão de Marcio Carlomagno, que também foi mencionado nas gravações. O Ministério Público solicitou a abertura de um inquérito para investigar a exploração clandestina de camarotes no Morumbi, levando à formação da Força-Tarefa.
A investigação já possui indícios de que a exploração irregular do camarote 3A ocorre desde pelo menos 2023, levantando questões sobre a gestão e a ética dos dirigentes do São Paulo. O desdobramento deste caso poderá impactar significativamente a reputação do clube e de seus ex-dirigentes.
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