Roger Machado quebra silêncio sobre São Paulo e revela ameaças à família
Em entrevista exclusiva, Roger Machado reflete sobre passagem pelo São Paulo, revela ameaças à família, nega rusga com Arboleda e garante: "Sem mágoa".
Fonte SPFC.net
26 de Setembro de 2026
A passagem relâmpago de Roger Machado pelo comando do São Paulo, encerrada precocemente em maio após apenas dois meses e um dia de trabalho, segue viva na memória do treinador de 51 anos. Em entrevista exclusiva concedida ao ge em sua residência, em Porto Alegre, o técnico quebrou o silêncio sobre os bastidores da demissão no Morumbis, detalhou o impacto das ameaças covardes recebidas por sua família e assegurou que não guarda ressentimentos do clube ou da torcida tricolor.
Substituto de Hernán Crespo em março de 2026, Roger herdou uma cadeira pesada sob forte desconfiança das arquibancadas desde o anúncio oficial feito pelo diretor executivo Rui Costa. Ao todo, foram 17 partidas à frente do elenco são-paulino, com sete vitórias, quatro empates, seis derrotas e uma traumática eliminação na quinta fase da Copa do Brasil.
— Eu genuinamente acreditei que o trabalho, com os torcedores me conhecendo mais e uma consistência maior dos resultados, fosse me fazer passar por esse momento, que conseguiria navegar por águas mais calmas. Viria a parada da Copa. Eu só tive uma semana aberta, mudei a forma de jogar. A impressão é que, independentemente do que fizesse, sempre estaria equivocado. Foram dois meses. Queria ter ficado muito mais. Não tenho mágoa nenhuma de nenhum momento — afirmou o treinador.
A pressão externa, no entanto, ultrapassou as quatro linhas do gramado e invadiu o ambiente pessoal do comandante. Roger revelou que sua esposa e filhas passaram a ser alvo constante de hostilidades nos celulares particulares nas semanas que antecederam sua saída do São Paulo.
— Acham o telefone (da esposa e das filhas). Não sei como. No meu telefone, que tenho há pelo menos 25 anos, devo ter mais ou menos umas duas mil pessoas bloqueadas. Individualmente as pessoas acabam acessando. E eu acho um desrespeito. Não vou trocar meu número, vou bloquear um por um. A minha esposa encaminhou algumas mensagens para o meu advogado avaliar o que faríamos. No momento próximo da saída, ela e as filhas receberam ameaças no telefone — desabafou.
O ápice da crise interna aconteceu no confronto de ida contra o Juventude, pela Copa do Brasil, quando nem o triunfo por 1 a 0 no Morumbis evitou uma enxurrada de vaias das arquibancadas. No vestiário, Roger reuniu o grupo e colocou o cargo à disposição para não prejudicar o ambiente.
— Um momento bem emblemático foi o jogo contra o Juventude. Ali eu saí bem decepcionado do campo. Fiz uma reflexão no vestiário abordando se a oposição ao treinador à beira do campo não estaria atrapalhando os atletas. A única coisa que eu não gostaria era de atrapalhar o São Paulo. Mas muitos atletas me acessaram, prestaram solidariedade e disseram que estavam junto comigo para passar por aquele momento — relembrou.
O técnico fez questão de enterrar os boatos de atrito com peças-chave do elenco, em especial o zagueiro Robert Arboleda, que chegou a desfalcar a equipe de forma inesperada na época. Roger garantiu que a relação com o equatoriano e com o restante do grupo sempre foi pautada pelo respeito e transparência, mantendo contato amistoso com atletas como o meia Lucas Moura até os dias atuais. Sem clube no momento, Roger descansa com a família enquanto aguarda novas propostas para retornar à beira dos gramados.
Substituto de Hernán Crespo em março de 2026, Roger herdou uma cadeira pesada sob forte desconfiança das arquibancadas desde o anúncio oficial feito pelo diretor executivo Rui Costa. Ao todo, foram 17 partidas à frente do elenco são-paulino, com sete vitórias, quatro empates, seis derrotas e uma traumática eliminação na quinta fase da Copa do Brasil.
— Eu genuinamente acreditei que o trabalho, com os torcedores me conhecendo mais e uma consistência maior dos resultados, fosse me fazer passar por esse momento, que conseguiria navegar por águas mais calmas. Viria a parada da Copa. Eu só tive uma semana aberta, mudei a forma de jogar. A impressão é que, independentemente do que fizesse, sempre estaria equivocado. Foram dois meses. Queria ter ficado muito mais. Não tenho mágoa nenhuma de nenhum momento — afirmou o treinador.
A pressão externa, no entanto, ultrapassou as quatro linhas do gramado e invadiu o ambiente pessoal do comandante. Roger revelou que sua esposa e filhas passaram a ser alvo constante de hostilidades nos celulares particulares nas semanas que antecederam sua saída do São Paulo.
— Acham o telefone (da esposa e das filhas). Não sei como. No meu telefone, que tenho há pelo menos 25 anos, devo ter mais ou menos umas duas mil pessoas bloqueadas. Individualmente as pessoas acabam acessando. E eu acho um desrespeito. Não vou trocar meu número, vou bloquear um por um. A minha esposa encaminhou algumas mensagens para o meu advogado avaliar o que faríamos. No momento próximo da saída, ela e as filhas receberam ameaças no telefone — desabafou.
O ápice da crise interna aconteceu no confronto de ida contra o Juventude, pela Copa do Brasil, quando nem o triunfo por 1 a 0 no Morumbis evitou uma enxurrada de vaias das arquibancadas. No vestiário, Roger reuniu o grupo e colocou o cargo à disposição para não prejudicar o ambiente.
— Um momento bem emblemático foi o jogo contra o Juventude. Ali eu saí bem decepcionado do campo. Fiz uma reflexão no vestiário abordando se a oposição ao treinador à beira do campo não estaria atrapalhando os atletas. A única coisa que eu não gostaria era de atrapalhar o São Paulo. Mas muitos atletas me acessaram, prestaram solidariedade e disseram que estavam junto comigo para passar por aquele momento — relembrou.
O técnico fez questão de enterrar os boatos de atrito com peças-chave do elenco, em especial o zagueiro Robert Arboleda, que chegou a desfalcar a equipe de forma inesperada na época. Roger garantiu que a relação com o equatoriano e com o restante do grupo sempre foi pautada pelo respeito e transparência, mantendo contato amistoso com atletas como o meia Lucas Moura até os dias atuais. Sem clube no momento, Roger descansa com a família enquanto aguarda novas propostas para retornar à beira dos gramados.
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Técnico ofensivo, o time jogava pra frente, com transição rápida. Racismo, empresários, não sei o que motivou tanta rejeição, mas futebol não foi.
Eu fui contra a vinda do Roger e achei que ele até demorou para sair.
Mas ameaçar a família é coisa de covarde, marginal. Um sujeito desse não é torcedor, mas sim bandido!