O ex-técnico Roger Machado fez uma análise crítica de sua breve passagem pelo São Paulo, que durou cerca de dois meses e culminou em sua demissão após a eliminação na Copa do Brasil. Em entrevista, ele destacou que a pressão enfrentada foi desproporcional e impediu o desenvolvimento do trabalho desejado.
A demissão de Roger ocorreu após um início promissor, com algumas vitórias, mas a equipe não conseguiu manter a consistência, resultando em atuações abaixo das expectativas e na eliminação para o Juventude. O treinador enfatizou que o tempo escasso dificultou a implementação de suas ideias táticas.
Durante a entrevista, Roger atribuiu a rejeição da torcida a vários fatores, incluindo a idolatria por Hernán Crespo, seu antecessor, e uma tendência do futebol brasileiro em valorizar treinadores estrangeiros. Ele acredita que essa relação com o torcedor, somada à sua trajetória menos conhecida, criou um ambiente hostil para seu trabalho.
Roger também comentou sobre o clima conturbado dentro do clube, que se intensificou devido a crises políticas. Ele enfatizou que questões extracampo podem impactar diretamente o desempenho da equipe em campo, subestimando a importância de uma estrutura organizacional saudável.
Ele afirmou que, apesar das dificuldades enfrentadas, teve aprendizagens significativas durante sua passagem e expressou o desejo de que outros profissionais não tenham que vivenciar experiências semelhantes. O treinador reconheceu que a gestão interna do clube influencia diretamente nos resultados esportivos.
Roger foi contratado pelo São Paulo em 10 de março, sucedendo Hernán Crespo, e foi demitido em 13 de maio, após um total de 17 jogos, onde conquistou 7 vitórias, 4 empates e 6 derrotas. O cenário atual do São Paulo requer uma reflexão sobre a continuidade e a estabilidade na gestão do elenco para evitar novas crises.
