O Conselho Deliberativo do São Paulo se reunirá nesta quarta-feira, 9 de setembro, para deliberar sobre a expulsão do ex-presidente Júlio Casares, que está sendo acusado de gestão temerária e de causar danos materiais ao clube entre 2021 e 2026.
A Comissão de Ética do São Paulo já recomendou, de forma unânime, a exclusão de Casares, além do ressarcimento de aproximadamente R$ 7 milhões, que inclui saques investigados pela polícia e irregularidades em despesas do cartão corporativo. A votação ocorrerá a partir das 22h e poderá se estender até as 17h do dia seguinte.
Casares, que renunciou ao cargo antes da conclusão do processo de impeachment, argumenta que sua defesa foi cerceada, uma vez que não pôde apresentar seus documentos na reunião da Comissão de Ética. As acusações contra o ex-dirigente fundamentam-se no artigo 34 do estatuto social do clube.
O montante a ser ressarcido será determinado pelo departamento financeiro do São Paulo, sendo posteriormente validado pelo Conselho Fiscal. A Comissão de Ética apurou que os R$ 7 milhões em saques realizados por Casares estão sob investigação de uma Força-Tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público.
Entre as despesas irregulares, destaca-se o uso do cartão corporativo, que totalizou cerca de R$ 1 milhão, dos quais apenas metade foi reembolsada ao clube. Essa situação se enquadra no artigo 11 do estatuto, relacionado a "dano ou prejuízo material".
A Comissão de Ética, composta por cinco membros, fará a gestão do processo, que é considerado um momento crítico na história recente do clube. As decisões tomadas nesta reunião podem impactar significativamente a gestão financeira e a confiança dos associados no São Paulo.
Com o desenrolar deste caso, o cenário político e administrativo do clube se torna ainda mais tenso, refletindo a necessidade de transparência e responsabilidade na gestão do futebol profissional.
