A contratação da Ticketmaster como nova operadora de bilheteria e do programa de sócio-torcedor do São Paulo Futebol Clube desencadeou uma grave crise nos bastidores políticos do MorumBIS. A insatisfação com o desfecho do processo culminou na abertura de uma comissão pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, para reavaliar a concorrência após formalização de protesto pela NewC Sport.
A empresa concorrente alega ter sido preterida no certame mesmo apresentando uma oferta vinculada a um fundo de investimentos que promete injetar R$ 500 milhões para reestruturar as dívidas do clube.
Atritos na diretoria, detalhes do edital e proposta de R$ 500 mi
O embate colocou em lados opostos a alta cúpula são-paulina e gerou fortes questionamentos sobre o modelo adotado no edital:
- Reação do presidente: Harry Massis Jr. criticou abertamente a formação da comissão, afirmando que a concorrência durou meses, seguiu ritos rigorosos de governança e que a medida visa desestabilizar a gestão;
- Discrepância nas luvas: A proposta vencedora da Ticketmaster garantiu R$ 30 milhões em adiantamento, ante R$ 13 milhões da NewC, favorecida por pontuações em critérios como cessão de camarote corporativo e exploração de shows no estádio;
- Projeto bilionário da NewC: Em parceria com a Luarenas e Angá, a NewC apresentou um plano de antecipação de R$ 500 milhões utilizando o direito de superfície do MorumBIS como garantia financeira;
- Temor de perda de autonomia: A diretoria tricolor enxerga riscos no modelo da NewC por comprometer receitas futuras do estádio e colocar em cheque a autonomia de gestão da casa são-paulina.
Impactos na estabilidade e no sócio-torcedor
Enquanto a comissão do Conselho Deliberativo analisa os termos do edital e as propostas apresentadas, a transição para o novo sistema de sócios e bilheteria segue sob clima de incerteza.
A definição sobre a manutenção do contrato com a Ticketmaster ou a revisão do processo será crucial para determinar o futuro das finanças e a relação com os torcedores nos próximos anos.
E você, torcedor são-paulino? Acha que o clube deve manter a parceria com a Ticketmaster ou aceitar a proposta de R$ 500 milhões reavaliando o processo? Deixe sua opinião nos comentários!
