A gestão do São Paulo está enfrentando uma significativa crise financeira, acentuada por problemas relacionados ao pagamento de direitos de imagem dos atletas. As pendências financeiras se estendem por até três meses e envolvem condições diferenciadas para jogadores, com alguns sem recebimentos desde o início do ano. A situação foi evidenciada por protestos de torcedores organizados, que visitaram o CT da Barra Funda para manifestar apoio ao elenco.
Além dos atrasos nos direitos de imagem, há relatos de priorização inadequada nos pagamentos, onde atletas menos utilizados na equipe têm sido favorecidos na quitação das dívidas. A problemática se agrava pelo descumprimento de acordos firmados pela diretoria, relacionados a débitos herdados de gestões anteriores, o que demonstra uma desordem financeira ainda mais profunda.
O departamento de futebol do clube reconhece os atrasos, mas não fornece detalhes sobre prazos ou situações específicas que envolvem os atletas. É importante ressaltar que os contratos de imagem não seguem a mesma dinâmica dos salários regidos pela CLT, pois os pagamentos ocorrem em intervalos bimestrais ou trimestrais, aumentando a confusão sobre o estado das contas.
A dívida total do clube se estende a valores elevados, incluindo um montante de R$ 76 milhões apenas com o agente Giuliano Bertolucci. O São Paulo também enfrenta demandas judiciais e extrajudiciais, como as que envolvem a contratação de Jhegson Méndez e o caso de negligência médica relacionado ao zagueiro Ruan Tressoldi, que somam valores significativos.
Em busca de uma solução para a crise, a diretoria está considerando alternativas de liquidez imediata, como a antecipação de R$ 130 milhões por meio da troca de sua fornecedora de ingressos. Este movimento se insere em um contexto de instabilidade política, à medida que o clube se prepara para a eleição presidencial marcada para dezembro.