O São Paulo vive uma sequência que ajuda a explicar as dificuldades encontradas por Dorival Júnior desde que retornou ao clube. Em 11 partidas no comando da equipe, o treinador utilizou 11 escalações iniciais diferentes — e tudo indica que chegará ao 12º jogo sem conseguir repetir o time.
Para enfrentar o Red Bull Bragantino neste sábado (29), às 20h, no MorumBIS, Dorival novamente terá de mexer na equipe. Jonathan Calleri sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo diante da Chapecoense e dificilmente terá condições de entrar em campo.
Além da provável troca no ataque, o São Paulo discute uma mudança mais profunda na maneira de jogar. Em meio à crise no Campeonato Brasileiro, a utilização de um sistema com três zagueiros aparece entre as alternativas estudadas para tentar encontrar maior equilíbrio para a equipe.
12 jogos, 12 times diferentes
Desde que assumiu o São Paulo, Dorival ainda não conseguiu mandar a campo a mesma escalação inicial em duas partidas consecutivas.
Foram 11 formações diferentes nos primeiros 11 jogos. Contra o Bragantino, a tendência é que o treinador chegue à 12ª escalação diferente.
As mudanças não aconteceram apenas por opção técnica. Dorival precisou administrar uma combinação de lesões, jogadores que deixaram o clube, reforços que chegaram durante o trabalho e alterações no próprio sistema tático.
Na primeira escalação de Dorival, por exemplo, estavam Alan Franco, Dória e Enzo Díaz. Os três já não fazem parte atualmente das opções utilizadas pelo treinador.
Calleri era a única constante
Em meio a tantas mudanças, havia até agora uma peça que permanecia intacta: Jonathan Calleri foi titular em todos os jogos de Dorival.
Essa sequência deve terminar contra o Bragantino.
O argentino deixou a derrota para a Chapecoense ainda no primeiro tempo depois de sofrer uma entorse no tornozelo esquerdo. Durante a preparação desta semana, realizou trabalhos individualizados e sua presença no sábado é considerada difícil.
Gustavo Santana ganha força
Sem Calleri, Gustavo Santana, de 20 anos, aparece como forte candidato a receber sua primeira oportunidade como titular.
O jovem vem se destacando nos treinamentos e foi justamente o escolhido por Dorival para substituir Calleri quando o camisa 9 se machucou diante da Chapecoense.
André Silva também é alternativa. O atacante, entretanto, perdeu espaço durante a temporada e ainda não marcou em 2026. Ryan Francisco completa a lista de opções para o setor.
Dorival pode mexer também no esquema
A mudança contra o Bragantino pode ir além dos nomes.
Diante da sequência ruim no Campeonato Brasileiro, existe internamente a discussão sobre uma mudança de rota tática. Uma das possibilidades avaliadas é a utilização de uma formação com três zagueiros.
Arboleda, que vinha se recuperando de um edema no adutor esquerdo, evoluiu durante a semana e já participou integralmente de treinamento com os companheiros. A recuperação do equatoriano amplia as alternativas de Dorival para montar o setor defensivo.
Por enquanto, entretanto, a utilização dos três zagueiros contra o Bragantino não está confirmada.
Lesões e saídas impediram sequência
A defesa talvez seja o melhor exemplo da dificuldade enfrentada pelo treinador para encontrar continuidade.
Dória deixou a equipe depois da primeira partida de Dorival. Sabino assumiu a posição, mas posteriormente se lesionou. Osorio e Rafael Toloi também foram utilizados no setor, e Toloi igualmente enfrentou problema físico.
Depois da pausa para a Copa do Mundo, Alan Franco e Enzo Díaz também deixaram de fazer parte da equipe. Arboleda retornou, Wendell ganhou espaço pela esquerda e, mais recentemente, os reforços começaram a entrar na formação.
Domingos Duarte passou a ser utilizado na zaga, Iago entrou na disputa pela lateral esquerda e Newton ganhou sequência no meio-campo.
O próprio desenho ofensivo já mudou
Não foram apenas as peças que mudaram.
Antes da Copa do Mundo, Dorival utilizava uma formação com jogadores abertos pelos lados e um atleta atuando mais centralizado na criação.
Depois da pausa, o treinador modificou a estrutura, passou a trabalhar com três homens no meio-campo e aproximou Luciano de Calleri no ataque.
Agora, pressionado pela sequência sem vitórias, uma nova alteração pode acontecer.
São Paulo precisa encontrar estabilidade
A falta de continuidade coincide com o pior momento do São Paulo no Campeonato Brasileiro.
O Tricolor não vence há dez rodadas e está com 27 pontos, apenas três acima da zona de rebaixamento após a 24ª rodada. A derrota por 1 a 0 para a Chapecoense aumentou ainda mais a pressão sobre jogadores e comissão técnica.
Considerando um recorte maior, o São Paulo conquistou somente 11 dos últimos 51 pontos disputados.
Dorival chegou a classificar a situação após a derrota em Chapecó como “inadmissível” e “vergonhosa”, reconhecendo a necessidade de uma reação imediata.
Bragantino vira jogo de enorme pressão
O adversário chega ao MorumBIS em situação bem diferente. O Red Bull Bragantino venceu o Grêmio por 1 a 0 na rodada passada e ocupa a sétima colocação, com 35 pontos.
Para o São Paulo, portanto, o confronto ganha peso enorme na tentativa de interromper o jejum e aumentar novamente a distância para o Z-4.
E Dorival terá de buscar essa reação justamente enfrentando um problema que o acompanha desde que chegou: mais uma vez, o São Paulo entrará em campo com uma formação diferente.
Torcedor, o problema do São Paulo está nas constantes mudanças ou Dorival ainda não encontrou o time ideal?
mas uma fumada, cada dia pior bando de safado
nunca vai dar padrão ao time desse jeito...pardal
Precisa mexer na comissão técnica e no diretor esportivo Rafinha.