Dorival Júnior completa dez partidas sem repetir escalação no São Paulo.

Em dez partidas no São Paulo, o técnico Dorival Júnior não repetiu uma escalação sequer devido a lesões, rescisões e chegadas de reforços no elenco.

A tentativa de consolidar uma identidade no gramado virou um verdadeiro teste de paciência no Morumbi e coloca o rendimento coletivo da equipe totalmente em jogo. O técnico Dorival Júnior confirma a marca de dez partidas à frente do São Paulo sem jamais ter repetido a mesma formação titular de um jogo para o outro, consequência direta de uma sequência interminável de lesões, transferências e ajustes táticos forçados.
A rotatividade no time titular reage a uma série de problemas herdados desde a sua estreia contra o Millonarios. A comissão técnica contesta a falta de continuidade, mas a diretoria admite que os cortes no elenco desestruturaram o planejamento inicial: logo no primeiro compromisso, o setor defensivo contava com Alan Franco, Dória e Enzo Díaz — atletas que sequer permanecem no clube após rescisões e negociações motivadas por atrasos salariais.
— A necessidade de montar um time competitivo a cada três dias nos desafia muito em meio a tantas baixas médicas. O grupo admite a oscilação natural de entrosamento, mas a cobrança por vitórias no Brasileiro nos cobra adaptação imediata. Não há nenhum acordo travado para justificar tropeços; estamos buscando a formação ideal dentro das opções que temos — dispara o ambiente de bastidores do CT da Barra Funda.
Para além das saídas, o departamento médico criou um grave impasse na montagem da zaga: Dória pediu rescisão após apenas 90 minutos, Sabino sofreu lesão e só voltou sete rodadas depois, e Rafael Toloi também virou desfalque clínico. O cenário forçou Dorival a alternar Osorio e Arboleda — este último também fora do próximo confronto por dores musculares.
O treinador ainda aproveitou a pausa do calendário para migrar do esquema com pontas abertas para uma estrutura com três meio-campistas, aproximando Luciano e Calleri no comando de ataque. Recentemente, a chegada dos reforços Domingos Duarte, Iago, Buta e Newton acelerou a integração de novos nomes aos 11 iniciais.
Diante da Chapecoense, neste domingo, às 18h30, fora de casa, a tendência é que o comandante escale sua 11ª formação distinta em 11 partidas.
Cientes de que o Tricolor precisa somar pontos para quebrar o jejum no torneio nacional, torcedores e comissão cobram firmeza defensiva em Chapecó. O São Paulo confirma que Sabino deve formar a dupla de zaga com Domingos Duarte, apostando na superação dos desfalques para conquistar uma vitória fundamental no Brasileirão.
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