O São Paulo enfrenta um dilema em relação ao lateral argentino Enzo Díaz, que não faz parte dos planos da equipe para a temporada de 2026, especialmente após a chegada de Iago Borduchi. Apesar de ter retornado aos treinos com o elenco, suas atividades permanecem limitadas, e sua participação no grupo é controlada pela comissão técnica devido a recentes queixas de dores.
Com um contrato que se estende até dezembro de 2028 e um salário mensal de R$ 300 mil, Enzo Díaz, que foi adquirido por cerca de R$ 12 milhões após um bom desempenho em 2025, agora vê sua continuidade no clube em risco. As negociações com o Racing, que demonstrou interesse em uma possível transferência, não avançaram, visto que o clube argentino não apresentou uma proposta que satisfizesse as expectativas da diretoria tricolor.
A retórica do São Paulo inclui a busca por uma proposta que facilite a saída do jogador sem aprofundar o prejuízo financeiro relacionado ao investimento realizado na sua aquisição. A diretoria considera que uma oferta condizente pode ser um alívio para a folha salarial do clube, que passou a ser uma preocupação em meio aos ajustes táticos e financeiros necessários para a sequência da temporada.
No cenário atual, Enzo Díaz, que teve um papel significativo em sua primeira temporada, disputando 52 partidas e contribuindo com um gol e cinco assistências no Campeonato Brasileiro, perdeu a titularidade e espaço no plantel. Sua performance anterior havia assegurado sua permanência, mas a aquisição de novos atletas e as avaliações feitas pela comissão técnica mudaram sua situação no time.
A gestão do elenco tricolor agora enfrenta o desafio de realinhar as expectativas em relação a Enzo Díaz, que, enquanto aguarda uma definição sobre seu futuro, segue treinando com a equipe, mas excluído das atividades táticas. O contexto da dúvida sobre sua permanência e a possível saída para outro clube colocam em evidência as estratégias que a diretoria deve adotar para equilibrar a composição do time e a saúde financeira do clube.