O zagueiro Ruan Tressoldi, que atualmente defende o Atlético-MG, apresentou uma ação judicial contra o São Paulo alegando negligência médica durante o período que esteve no clube, especificamente no primeiro semestre de 2025. O São Paulo refuta as acusações e o processo ganhou destaque após a primeira audiência, realizada na última terça-feira, que resultou em um pedido de perícia para avaliar as circunstâncias envolvidas.
Durante seu depoimento, Ruan afirmou ter enfrentado problemas de saúde enquanto atuava pelo São Paulo. Ele relatou a ocorrência de uma lesão em um jogo marcado contra o Palmeiras, realizado em 11 de maio, e reconheceu que o clube proporcionou tratamento médico e fisioterápico após a contusão. A defesa do atleta requer uma indenização de R$ 14 milhões e destaca que, mesmo apresentando dores, ele continuou a jogar.
O zagueiro menciona ter recebido infiltrações e sido tratado com PRP (plasma rico em plaquetas), o qual na época era considerado experimental. Ruan alega ter atuado em campo apesar das limitações físicas e critica a falta de um seguro obrigatório por parte do clube, além de reportar prejuízos financeiros, pois arcou com uma cirurgia utilizando seus próprios recursos após o encerramento do contrato.
Como prova, foi apresentado um exame realizado em 15 de maio, um dia após a partida contra o Palmeiras. Na sequência, Ruan atuou como titular em um jogo contra o Libertad e, no entanto, foi relegado a reserva em seu último jogo pelo clube, quando entrou em campo apenas nos minutos finais da partida contra o Náutico.
A defesa do São Paulo, por sua vez, argumenta que o atleta já apresentava alterações degenerativas no joelho antes de sua contratação, evidenciadas por exames admissionais. O clube sustentou que o problema era de natureza degenerativa e não resultava de um trauma esportivo, destacando que a equipe realizou investigações sobre as queixas do jogador após a partida contra o Libertad.
Fontes internas indicam que a equipe médica do São Paulo notou uma melhora clínica no jogador em menos de 24 horas após a nova queixa, o que levou à decisão de escalá-lo contra o Náutico, porém em uma minutagem controlada. Além disso, o clube tinha a expectativa de realizar a cirurgia em questão, mas isso dependia da autorização do Sassuolo, da Itália, que detinha os direitos econômicos de Ruan durante seu empréstimo.
O desdobramento dessa situação poderá ter impactos significativos tanto na carreira do jogador quanto na administração do elenco pelo clube. O São Paulo planeja avaliar a situação médica geral de seus atletas e revisar suas políticas de saúde e seguros, enquanto Ruan busca reparação financeira pela sua experiência e os danos alegados.
E a negligência esportiva dele??? Fica como??? Elen também ficou devendo como atleta...