O São Paulo voltou a apresentar um problema que começa a preocupar Dorival Júnior: a queda acentuada de rendimento depois do intervalo. No empate por 1 a 1 com o Coritiba, neste sábado (15), no MorumBIS, o Tricolor terminou o primeiro tempo em vantagem, mas retornou para a etapa final com menos intensidade, sofreu o empate logo aos 11 minutos e não conseguiu recuperar o controle da partida.
A mudança de comportamento chamou atenção principalmente pelo contraste entre os dois tempos. Diante de mais de 44 mil torcedores, o São Paulo conseguiu empurrar o Coritiba para o campo defensivo durante boa parte da primeira etapa, abriu o placar com Pablo Maia e parecia encaminhar uma noite de recuperação. Depois do intervalo, porém, a equipe perdeu agressividade e voltou a apresentar erros que já haviam aparecido em partidas anteriores.
São Paulo muda de comportamento depois do intervalo
O primeiro tempo apresentou um São Paulo mais presente no campo ofensivo. Mesmo sem transformar todo o volume de jogo em grandes oportunidades, o Tricolor controlou as ações e conseguiu sair na frente aos 42 minutos.
Pablo Maia recebeu espaço na entrada da área e acertou uma bela finalização para vencer o goleiro Pedro Morisco.
O cenário parecia favorável: vantagem no placar, MorumBIS cheio e um adversário que havia encontrado dificuldades para ameaçar Rafael.
Mas o São Paulo que retornou do intervalo apresentou uma postura diferente.
A equipe diminuiu a intensidade, passou a permitir mais ações do Coritiba e demonstrou dificuldades para acelerar o jogo quando recuperava a posse. A sensação de apatia cresceu à medida que o time deixou de exercer a pressão apresentada durante a etapa inicial.
Dorival admite que problema vem se repetindo
A queda depois do intervalo não passou despercebida por Dorival Júnior.
Na entrevista coletiva, o treinador reconheceu que a maneira como o São Paulo tem retornado para o segundo tempo é uma das questões que precisam ser corrigidas.
Dorival deixou claro que não se trata apenas de um episódio isolado diante do Coritiba. Segundo o treinador, situações semelhantes vêm acontecendo em outras partidas.
O comandante também reconheceu a frustração pelo resultado e afirmou que o São Paulo voltou a ficar devendo ao seu torcedor.
A declaração ajuda a explicar a preocupação da comissão técnica. Não é apenas o resultado que incomoda, mas a dificuldade da equipe em manter durante os 90 minutos o nível de concentração e intensidade apresentado em seus melhores momentos.
Gol sofrido expõe outro problema recorrente
O empate do Coritiba surgiu justamente em outro aspecto que vem incomodando Dorival: as bolas paradas defensivas.
Aos 11 minutos do segundo tempo, após cobrança de falta, Tiago Cóser apareceu pelo alto e marcou para os visitantes.
O lance teve peso ainda maior porque situações de bola parada vêm sendo trabalhadas pela comissão técnica justamente pela quantidade de problemas apresentados pelo São Paulo nesse fundamento.
Dorival demonstrou frustração por ver uma situação treinada durante a semana novamente custar pontos à equipe.
Falta intensidade ou confiança?
A pergunta que começa a aparecer diante das últimas atuações é por que o São Paulo apresenta tanta dificuldade para manter o mesmo comportamento durante toda a partida.
Contra o Coritiba, não houve simplesmente uma mudança no placar. A intensidade também diminuiu.
O São Paulo passou a circular a bola com mais lentidão, encontrou dificuldades para acelerar as jogadas no último terço do campo e demorou para transformar a posse em situações realmente perigosas.
Isso criou uma imagem incômoda para quem estava nas arquibancadas: um time que precisava desesperadamente da vitória, mas que em determinados momentos não transmitia dentro de campo a mesma urgência demonstrada pelo torcedor.
Torcida percebe mudança e cobrança aumenta
A diferença de energia ficou ainda mais evidente pelo comportamento das arquibancadas.
O torcedor fez uma grande festa na chegada da delegação e apoiou a equipe durante a partida. Mais de 44 mil pessoas estiveram no MorumBIS no retorno do São Paulo ao estádio depois de 81 dias.
Quando o desempenho caiu e a vitória escapou, porém, o apoio deu lugar à cobrança.
O apito final foi acompanhado por vaias, reflexo não apenas do empate com o Coritiba, mas também de uma sequência que já incomoda profundamente o são-paulino.
Calleri também reconhece atuação abaixo do esperado
O diagnóstico não ficou restrito ao treinador.
Mesmo bastante irritado com a arbitragem e com um possível pênalti não marcado no segundo tempo, Calleri reconheceu que o desempenho coletivo esteve abaixo do necessário.
O atacante também admitiu que a posse de bola do São Paulo não se transformou na quantidade de oportunidades que a equipe precisava produzir.
Ou seja: embora o Tricolor tenha reclamações contra a arbitragem, internamente existe a consciência de que o resultado não pode ser explicado apenas pelos lances polêmicos.
Problema vai além da parte técnica
É justamente nesse ponto que surge a preocupação com a aparente apatia demonstrada em determinados momentos.
Errar um passe, perder uma finalização ou sofrer um gol faz parte do jogo. O que chama atenção é quando uma equipe que necessita tanto do resultado passa a impressão de diminuir o ritmo justamente no momento em que deveria aumentar a pressão.
Não significa necessariamente falta de vontade dos jogadores. A queda pode envolver questões físicas, confiança, organização tática ou até o peso psicológico provocado pela sequência de resultados.
Mas independentemente da causa, é um problema que Dorival precisa solucionar rapidamente.
Uma vitória pode mudar o ambiente
O calendário não dará muito tempo para explicações.
Na terça-feira (18), às 21h30, o São Paulo recebe o Bolívar no MorumBIS pelo jogo de volta das oitavas de final da CONMEBOL Sul-Americana.
Depois do empate por 1 a 1 na partida de ida, uma vitória garante o Tricolor nas quartas de final.
E talvez essa seja justamente a oportunidade de que o elenco necessita.
Um jogo eliminatório, dentro de casa e novamente com o apoio da torcida pode oferecer o ambiente ideal para recuperar confiança e intensidade.
Mais do que qualquer mudança de esquema ou de escalação, porém, o torcedor espera enxergar uma equipe capaz de competir com a mesma disposição do primeiro ao último minuto.
Porque técnica pode oscilar. Finalizações podem não entrar. Mas, no momento vivido pelo São Paulo, o que não pode desaparecer durante uma partida é a sensação de urgência.
E você, torcedor: o problema do São Paulo é técnico, físico ou está faltando atitude aos jogadores? Deixe sua opinião nos comentários.
olha . chama o Crespo de volta e pede desculpa. quem sabe ele perdoa a dívida e continua o trabalho. E o Dorival pedir pra sair e não cobrar nada pela incompetência .