O São Paulo Futebol Clube anunciou o adiamento da reunião que discutiria a proposta de reforma estatutária, que agora será realizada no dia 24 de agosto. Originalmente marcada para esta segunda-feira, a mudança foi motivada por solicitações de conselheiros que pediram mais tempo para avaliar o conteúdo da proposta.
A reunião agendada para o dia 17 permanece, mas não contará com a votação, focando apenas em debates e esclarecimentos sobre os principais pontos do texto. A reforma estatutária foi desenvolvida por uma comissão nos últimos meses, visando a modernização da governança do clube, sem vínculo com processos eleitorais ou a eventual constituição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Uma das discussões que não se refletirão na proposta final foi a possível alteração no Artigo 58 do Estatuto Social, que requer 75% de aprovação do Conselho Deliberativo para que o clube se torne uma sociedade empresária. A ideia de reduzir esse quórum para 50% foi debatida, mas não prosseguiu nas recomendações da comissão.
As mudanças propostas incluem a reestruturação do Conselho de Administração, que passaria a ter nove membros: três conselheiros, um membro do Conselho Consultivo e cinco independentes. Este novo formato visa aumentar a profissionalização da gestão, permitindo maior transparência nas decisões.
Os conselheiros independentes seriam selecionados através de uma firma especializada, embora sua nomeação necessite da aprovação do Conselho Deliberativo em votação aberta. As atribuições desse novo conselho incluem a elaboração e aprovação da proposta orçamentária do clube, além de ter acesso a contratos do departamento de futebol e a responsabilidade por um planejamento estratégico que cubra um horizonte de três a cinco anos.
Outra mudança relevante refere-se à subordinação do compliance do clube ao Conselho de Administração, afastando-o da diretoria administrativa. Essa alteração objetiva garantir que as práticas de conformidade estejam alinhadas com a governança proposta, mostrando um forte compromisso com a responsabilidade institucional.
Caso a reforma seja ratificada pelo Conselho Deliberativo, será necessária uma Assembleia Geral para a aprovação entre os sócios, prevista para implementação na próxima gestão. Essa etapa é crucial para solidificar a nova estrutura de governança do São Paulo, que busca se adaptar a cenários contemporâneos e potencializar seu desempenho no futebol profissional.