A fase de Dorival Júnior à frente do São Paulo FC apresenta desafios significativos. Com a recente derrota por 2 a 1 para o Grêmio, o treinador acumula três reveses em sete partidas desde seu retorno ao clube. Este cenário se agrava ao considerarmos sua trajetória nos confrontos com equipes brasileiras, onde ele não vence há quase seis meses.
Desde a sua última vitória contra um time nacional, registrada em 19 de fevereiro, quando ainda dirigia o Corinthians, Dorival não conseguiu romper uma série de resultados negativos. Ao todo, já são 14 partidas sem triunfos, divididas entre empates e derrotas, refletindo um aproveitamento abaixo do esperado, em torno de 16%.
Nesta segunda passagem pelo São Paulo, Dorival estreou em maio com um empate na Copa Sul-Americana e, até o momento, apenas conquistou uma vitória. Esta ocorreu em um confronto com o Boston River, mas não foi suficiente para alterar a percepção negativa sobre o desempenho do Tricolor, principalmente diante de rivais locais.
O retrospecto da equipe nos últimos dez jogos é alarmante, com apenas uma vitória. No Campeonato Brasileiro, a fase se torna ainda mais crítica, pois o último triunfo ocorreu em 25 de abril, sob o comando de Roger Machado. Esta sequência destoa da expectativa que permeava a recuperação do clube sob a direção de Dorival.
Além das dificuldades em campo, a gestão do elenco e a organização tática também têm sido questões a serem analisadas. A cada jogo, a situação na tabela de classificação se torna mais complicada, exigindo ajustes pontuais na leitura de jogo do treinador e na intensidade do time para proporcionar uma resposta imediata aos torcedores.
Com o cenário atual, é imperativo que Dorival encontre soluções que possam revertê-lo. A próxima partida representará uma nova oportunidade para a equipe superar essa má fase e recuperar a confiança, podendo impactar diretamente na dinâmica do campeonato.