Emprestado pelo Bahia até o fim de 2026, o meio-campista Cauly vive um momento delicado no São Paulo. O jogador não entra em campo há seis partidas consecutivas, sendo sua última atuação em 17 de maio, contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, o camisa 80 não recebeu novas oportunidades, mesmo após se recuperar de uma lesão na região adutora da coxa direita.
O problema não é apenas técnico: o contrato de empréstimo prevê metas que podem obrigar o São Paulo a adquirir o jogador em definitivo, o que acende um alerta nos bastidores do MorumBIS.
Por que aconteceu
A ausência de Cauly se explica por dois fatores. Primeiro, a lesão que o afastou de quatro jogos antes da paralisação do calendário. Segundo, a falta de espaço após o retorno das competições, já que Dorival Júnior optou por outras peças no meio-campo. Mesmo relacionado contra Athletico e Flamengo, o jogador permaneceu no banco de reservas.
Internamente, a comissão técnica avalia que Cauly ainda não conseguiu retomar o ritmo ideal e, por isso, não tem sido utilizado. No entanto, a situação contratual coloca pressão sobre o clube, já que o atleta soma 20 jogos e está a apenas cinco de atingir a meta que ativa a compra obrigatória.
O que muda para o clube
Para o São Paulo, o caso de Cauly representa um dilema financeiro e esportivo. Se o jogador atingir 25 partidas, o Tricolor terá de desembolsar cerca de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 11,6 milhões) para adquirir 50% de seus direitos econômicos. Além disso, há uma segunda meta que pode render mais 600 mil euros ao Bahia, elevando o custo total da operação.
Para Dorival Júnior, a indefinição atrapalha o planejamento do elenco. O treinador precisa decidir se dará mais minutos ao jogador, correndo o risco de ativar a cláusula, ou se manterá Cauly fora dos planos, o que pode gerar desgaste interno e frustração do atleta.
Para o torcedor, a situação gera preocupação. O São Paulo já enfrenta dificuldades financeiras e a possibilidade de uma compra obrigatória sem que o jogador seja protagonista aumenta a pressão sobre a diretoria.
Próximos passos
O próximo passo será a decisão da comissão técnica sobre a utilização de Cauly. Caso o jogador volte a ser acionado, poderá atingir rapidamente a meta contratual e obrigar o clube a investir milhões em sua compra. Se continuar fora dos planos, o São Paulo precisará negociar com o Bahia para evitar a ativação da cláusula.
Enquanto isso, o Bahia acompanha de perto a situação, já que pode lucrar mais de R$ 15 milhões caso todas as metas sejam atingidas. Para o São Paulo, resta encontrar equilíbrio entre a necessidade esportiva e a responsabilidade financeira, em um momento em que o clube busca reforços e tenta reorganizar o elenco para o segundo semestre.
Não deixem ele atingir a meta. Valor a pagar não condiz com seu desempenho.
Uma das piores contratações da história do clube, mim lembra muito o Everton Felipe.
Devolve este casco duro enquanto é tempo para que o São Paulo não seja obrigado a exercer a compra, o mesmo acontecerá com o Iago vindo do Bahia, jogador bom e comprometido o time não libera.