Neste momento, é exatamente isso que está em jogo. O São Paulo luta em duas frentes distintas para garantir sua vaga na edição de 2027 da principal competição de clubes da América do Sul. Um caminho é uma corrida eliminatória de alto risco pela Copa Sul-Americana. O outro é uma maratona desgastante de 18 partidas pela segunda metade do Brasileirão. Ambos estão vivos. Nenhum está garantido.
A Copa Sul-Americana, o caminho direto
Até agora, a campanha continental do São Paulo tem sido o único ponto positivo em um ano bastante turbulento. Sorteado no Grupo C, ao lado de Millonarios, O'Higgins e Boston River, o clube terminou na liderança do grupo de forma invicta, somando 12 pontos em seis partidas. Uma vitória por 2 a 0 sobre o Boston River na última rodada, garantida por um gol de Artur e um gol contra de Acosta, confirmou o primeiro lugar e levou o São Paulo diretamente às oitavas de final, evitando por completo a fase de playoffs.
Esse resultado teve um peso extra. Foi a primeira vitória de Dorival Júnior desde seu retorno ao clube, encerrando uma sequência de oito partidas sem vencer. O São Paulo agora aguarda seu adversário das oitavas de final, que sairá do chaveamento separado de playoffs envolvendo os segundos colocados dos grupos e os terceiros colocados da Libertadores. Não se esqueça: você pode apostar na Copa Libertadores e na Copa Sul-Americana com um código promocional Novibet no Goal Brasil.
O prêmio em disputa aqui é enorme. Vencer a Copa Sul-Americana não apenas acrescenta mais um troféu continental à galeria, como também garante entrada automática e direta na fase de grupos da Copa Libertadores de 2027. Isso permitiria ao São Paulo pular toda a disputa por vagas no cenário doméstico e resolver a questão em uma única campanha eliminatória, começando pelas oitavas de final em meados de agosto.
A maratona do Brasileirão
O cenário doméstico é mais complicado. Considerando a rodada disputada em 26 de julho, o São Paulo ocupa a 12.ª posição na tabela, com 26 pontos em 20 partidas: sete vitórias, cinco empates e oito derrotas. É um desempenho razoável de meio de tabela, mas que, no momento, deixa o clube fora até mesmo das vagas de classificação para a Copa Sul-Americana do ano que vem, quanto mais das vagas da Libertadores.
A questão, porém, é a seguinte: a distância até onde o clube realmente quer chegar é menor do que a tabela pode sugerir. O Bahia, sexto colocado, tem 31 pontos. São cinco pontos de diferença, algo possível de recuperar nas 18 partidas que ainda restam.
O problema é o que está no meio do caminho. O São Paulo não persegue apenas o Bahia: precisa ultrapassar uma fila de rivais com pontuações quase idênticas. Cruzeiro (27 pontos, 11º) e Coritiba (27 pontos, 10º) estão a uma única vitória de distância do São Paulo neste momento. Corinthians e Atlético-MG estão empatados com 28 pontos, em 9º e 8º. O Botafogo ocupa a 7ª posição, com 29. É o meio de tabela mais congestionado possível, e cada um desses clubes tem tradição continental e motivação própria.
Um jogo de equilíbrio
Isso deixa o São Paulo com dois caminhos vivos e um fechado. O Brasileirão oferece uma rota constante e de desgaste: 18 partidas para fechar uma diferença de cinco pontos e ultrapassar quatro ou cinco clubes ao mesmo tempo. A Copa Sul-Americana oferece algo muito mais imediato: vencer mais quatro confrontos eliminatórios e o próprio troféu garante a vaga na Libertadores do ano que vem, sem depender de tabela de pontos.
Administrar as duas frentes simultaneamente, especialmente com um mês de agosto congestionado no horizonte, colocará à prova a profundidade do elenco e a coragem nas escolhas de Dorival Júnior.