Olten Ayres, atual presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, foi indiciado pela Polícia Civil sob a acusação de falsidade ideológica. A investigação, conduzida pelo delegado Tiago Fernando Correia, culminou na entrega de um relatório ao Ministério Público, que agora definirá as próximas etapas do processo, incluindo a possibilidade de denúncia formal ou arquivamento do caso.
A investigação teve início após um pedido da Comissão de Ética do São Paulo, que identificou indícios de irregularidades em um documento de dezembro de 2025. Neste documento, assinado por membros do Conselho Consultivo, Ulten Ayres supostamente teria encaminhado um parecer pré-redigido, sem a discussão adequada em colegiado, para ser apenas assinado.
As implicações legais no caso são significativas, considerando que a pena para falsidade ideológica pode variar de 1 a 5 anos de reclusão, além de multa, dependendo da natureza do documento envolvido. Nesse contexto, a investigação não se relaciona com outras ações em andamento que estão sendo apuradas pelo Ministério Público, as quais envolvem questões de gestão na presidência de Julio Casares, incluindo lavagem de dinheiro e exploração irregular de camarotes.
A proposta de reforma estatutária, que foi central na investigação, visava alterar o quórum para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e separar o futebol das operações do clube social. A Comissão de Ética questionou a validade da aprovação feita pelo Conselho Consultivo, alegando que não houve reuniões suficientes para discussão das medidas propostas.
Durante os trâmites da investigação, a Comissão de Ética reconheceu que o parecer que favorecia a reforma não refletia uma deliberação coletiva adequada, mas sim uma composição isolada. Uma afirmação adicional de um membro do Conselho Consultivo indicou que o documento buscava respaldo para uma sugestão que carecia de discussão formal, configurando uma potencial falsidade ideológica.
Em resposta ao indiciamento, Ayres se manifestou, reafirmando sua inocência e ressaltando que a investigação não representa uma condenação. O advogado de Olten Ayres, Jair Jaloreto, afirmou que o relatório policial contém nulidades processuais e que a acusação não se sustenta, uma vez que a peça questionada não era um requisito legal para o procedimento em questão.
A defesa do presidente do Conselho Deliberativo posicionou-se confiante na possibilidade de que o Ministério Público e o Judiciário reconsiderem os fundamentos da investigação, visando o não prosseguimento do processo. No cenário atual, a expectativa recai sobre as ações do Ministério Público, que decidirá como proceder nas próximas fases da investigação.
Talvez os mais jovens suportem melhor mas eu que acompanhei todas as glórias do clube e assisti as conquistas do tri libertadores mundiais e etc com mega atuações do SPFC hoje em dia não consigo mais assistir essas perebas jogar e principalmente essa corja de conselheiros que nada fazem para dar a volta por cima