A política interna do São Paulo Futebol Clube viveu uma de suas noites mais tensas e emblemáticas dos últimos anos. Em reunião extraordinária finalizada nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, o Conselho Deliberativo tricolor decidiu, de forma contundente, pela expulsão definitiva de Antônio Donizete Gonçalves, amplamente conhecido nos bastidores como "Dedé", do quadro associativo do clube.
De acordo com apuração do jornalista Gabriel Sá, do portal Arquibancada Tricolor, a decisão de banir o conselheiro foi sacramentada com o expressivo número de 195 votos favoráveis. A deliberação do Conselho representou um claro "recado de tolerância zero", atropelando o parecer inicial emitido pela Comissão de Ética do São Paulo, que havia descartado a pena máxima e sugerido um mero afastamento temporário de 120 dias.
Gestão temerária no social e a mira da polícia
A gravidade do caso de Dedé vai muito além das salas de reuniões do MorumBIS. O ex-dirigente é investigado formalmente por atos de gestão temerária enquanto comandava o departamento social do São Paulo. As supostas irregularidades financeiras e administrativas cometidas durante sua passagem pelo setor atraíram a atenção das autoridades públicas, tornando-se, inclusive, objeto de um inquérito policial em andamento.
A gravidade das acusações e as investigações externas forçaram a cúpula são-paulina a adotar uma postura drástica para preservar a imagem institucional do clube, especialmente em um momento onde o Tricolor tenta manter suas finanças e acordos comerciais em plena credibilidade no mercado.
"Sequestraram o clube nos últimos anos", dispara conselheiro
Antes do início da votação que selou o destino de Dedé, o clima de cobrança por punição exemplar já dominava os bastidores. Em entrevista concedida ao Arquibancada Tricolor, o experiente conselheiro Caio Forjaz foi categórico ao afirmar que qualquer desfecho que não fosse a expulsão definitiva representaria uma falha grave na governança do clube.
Forjaz alertou para a urgência de uma profunda reestruturação moral e administrativa nas alamedas do MorumBIS, apontando um caminho sem volta para o futuro da instituição: "Não podemos permitir mais que as pessoas se apossem e sequestrem o clube como foi feito nos últimos anos", desabafou o conselheiro, sintetizando o sentimento de renovação que culminou na derrocada política de Dedé.
E aí, torcedor são-paulino? Você concorda com a postura enérgica do Conselho em expulsar Dedé em vez de apenas suspendê-lo? Acredita que os bastidores políticos do clube precisam passar por uma limpa ainda maior? Deixe seu comentário abaixo e participe da discussão!
Da pra ver só na cara que é um vagabundo..