A Comissão de Ética do São Paulo decidiu arquivar a denúncia contra o conselheiro Olten Ayres relacionada a 171 multas de trânsito ligadas a um veículo do clube. O relator da matéria, Luiz Braga, considerou a representação intempestiva, além de não conter elementos suficientes para justificar a instauração de um processo disciplinar.
Apesar do arquivamento, a decisão gerou críticas entre alguns membros do Conselho Deliberativo. Estas vozes levantaram preocupações sobre a possível falta de imparcialidade de Luiz Braga, que faz parte de uma chapa que apoia a candidatura à vitaliciedade de Olten Ayres.
É importante ressaltar que a resolução deste caso não encerra a situação de Ayres na Comissão de Ética. O conselheiro enfrenta outra investigação sobre suposta gestão temerária, cujo andamento aguarda definição de um relator e ainda não teve audiência agendada.
A tramitação desse segundo procedimento ocorre em meio a mudanças significativas na estrutura da Comissão de Ética. Recentemente, Olten Ayres destituiu Antonio Maria Patino da presidência e afastou o conselheiro Marcelo Gatto, que era responsável pela relatoria do caso da gestão temerária, o que resulta na redistribuição do processo.
Após as recentes mudanças, Mário Braga assumiu a presidência da Comissão, enquanto Fábio Azambuja entrou no colegiado, ocupando a vaga deixada por Gatto. Estas alterações podem influenciar a análise do processo ainda em andamento contra Olten Ayres, refletindo um novo cenário dentro da comissão.